Uma confusão no plenário da Câmara de Vereadores de Florianópolis, na sessão de quarta-feira (30), virou caso de polícia. Isso porque a vereadora Priscila Fernandes (Podemos) registrou um boletim de ocorrência contra o vereador Maikon Costa (PL), por agressão.
O documento foi registrado após a sessão, junto a 6ª Delegacia de Polícia Civil, em Florianópolis. Conforme apurado pela reportagem, o episódio teria acontecido após a sessão, quando o vereador teria supostamente agredido verbalmente a vereadora.
Priscila gravou um vídeo em frente à delegacia. Ela alega que foi “desmoralizada” e que sofre uma espécie de “perseguição” por parte do vereador do PL.
Seguir“Há um ano eu não tenho paz na minha vida, eu temo pela minha família. Hoje (quarta-feira), eu só não fui agredida dentro da Câmara dos Vereadores porque meus colegas fizeram um cordão humano em volta de mim para ele (Maikon Costa) não me agredir”, disse.
Confira o relato completo da vereadora
Manifesto da vereadora Pri Fernandes – Vídeo: Arquivo Pessoal/Divulgação/ND
Vereador pede comprovação da agressão
O vereador Maikon Costa manifestou alguns posicionamentos na internet. Ele nega qualquer tipo de agressão e “convoca” a vereadora a apresentar uma prova ou um documento dessa suposta agressão.
“Ela diz que eu agredi dentro da Câmara, mas a Câmara é um ambiente totalmente filmado, além disso tem mais de 300 funcionários, todos com aparelhos celulares”, afirmou o parlamentar.
Questionado pela reportagem, o vereador afirmou que chamou a vereadora de “insignificante”.
Confira o relato do vereador em seu perfil pessoal
Presidente da Casa preferiu não se manifestar
Para o vereador e presidente do Legislativo de Florianópolis, Roberto Katumi (PSD), o maior lamento é pelo fato da Câmara estar “mais uma vez envolvida em episódios que não condizem com os atos legislativos”.
Katumi admitiu que foi procurado pela vereadora “e por um grupo de vereadores” que relataram o ocorrido. Ele salientou, no entanto, que só poderá se manifestar quando tiver a oficialização do episódio.
“Estou aguardando os documentos para, se for o caso, encaminhar à procuradoria da Casa”, acrescentou.
A reportagem tentou o contato com a Polícia Civil mas, até o fechamento da matéria, não havia recebido o retorno.