A família do adolescente Gabriel Vila Real da Rocha de 17 anos continua na busca pelo menino que desapareceu no temporal que atingiu a cidade de Petrópolis, região serrana no Rio de Janeiro.
Bombeiros, moradores e voluntários trabalham no local do deslizamento no Morro da Oficina, após a chuva que castigou Petrópolis, na região serrana fluminense – Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/NDO pai, Leandro da Rocha passa quase que 24 horas por dia em busca do filho que foi flagrado pela última vez em cima de um dos ônibus que foi arrastado pela correnteza do rio que corta a cidade. Gabriel foi reconhecido por conta de vídeos feitos durante o temporal.
Um vídeo feito nesse fim de semana e divulgado na internet mostra Leandro amarrado em uma corda fina e com auxílio de um pedaço de madeira revirando entulhos no rio para tentar localizar o corpo do filho. Nas imagens é possível ver que na passarela acima do rio, há pessoas observando as buscas incansáveis do pai pelo filho.
SeguirLeandro da Rocha entra no rio que corta Petrópolis com uma corda fina e um pedaço de madeira. Ele busca o filho Gabriel, de 17 anos, que estava em um dos ônibus arrastados pela chuva na terça-feira.
Ele diz que os bombeiros não fizeram esse trabalho. pic.twitter.com/8s1JI9KoQm
— Lola Ferreira (@lolaferreira) February 19, 2022
Bombeiros de SC ajudam nas buscas
Os cinco militares do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina enviados a Petrópolis, no Rio de Janeiro, começaram os serviços no último sábado (19). Segundo a última atualização, já foram registradas 140 mortes e 213 desaparecidos.
No primeiro dia, o comandante da operação, Capitão Alan, contatou a equipe de bombeiros do Rio de Janeiro e, após traçarem estratégias para o trabalho, realizaram o reconhecimento do local. A previsão é que as equipes catarinenses comecem os trabalhos de resgate neste domingo (20).
Os profissionais de Santa Catarina foram enviados acompanhados de cães farejadores – os chamados binômios.