O ataque a uma creche em Blumenau, no Vale do Itajaí, na manhã desta quarta-feira (5) deixa pais, alunos e professores em alerta. Vídeos que circulam pela internet, inclusive, mostram policiais militares checando denúncias em escolas após o atentado.
Em um dos vídeos, enquanto os policiais chegam à unidade, é possível ouvir uma mulher gritando “estão falando que vem alguém na escola”, frase seguida de pedidos para fechar a porta. Veja:
Policiais verificaram denúncias em escolas de Blumenau após ataque a creche – Vídeo: Internet/Reprodução
SeguirSegundo a Polícia Militar, as cenas foram gravadas durante uma das averiguações feitas pela polícia nas escolas. “Recebemos algumas denúncias de professores assustados, fomos verificar e nenhuma situação anormal foi constatada”, disse a PM.
A corporação reforça que informações sobre outros ataques em escolas de Blumenau e região são falsas. “Trata-se de um fato isolado que já está sob investigação e o autor está detido”, destacou em nota. Ainda assim, as guarnições estão fazendo rondas nas escolas por prevenção.
De acordo com a polícia, todo o efetivo do batalhão que estava em serviço está mobilizado, além de policiais de folga que se voluntariaram após o atentado. A Guarda Municipal de Blumenau também faz rondas nas escolas.
O 1º Comando Regional de Polícia Militar elencou as ações de prevenção e repressão sendo realizadas em Blumenau após o ataque:
- Inteligência Policial: com vista ao monitoramento e antecipação de “possíveis e novos atendados”, operações veladas, redes sociais e diligências;
- Rondas Preventivas Programadas: com o intuito de coibir ilícitos e realizar a abordagem de suspeitos nas áreas das Escolas e entornos;
- Campanhas de Orientações: Através do efetivo PM junto as Escolas (Dirigentes, Professores e Colaboradores), para que possam informar situações de ameaça ou risco no ambiente Escolar e entorno;
- Repressão Qualificada: com vista a identificação e prisão de suspeitos.
Policiais de folga se voluntariaram após ataque a creche em Blumenau – Vídeo: Internet/Reprodução
O ataque a creche privada Cantinho Bom Pastor ocorreu pouco antes das 9h e deixou quatro crianças mortas e outras quatro feridas. O suspeito, que atacou as vítimas com um machado, se entregou à polícia logo após os crimes.
O ND+ não irá publicar os nomes do autor e das vítimas do ataque, assim como imagens explícitas do crime. A decisão editorial foi feita em respeito às famílias e ao ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), também para não compactuar com o protagonismo de criminosos.