Uma câmera de segurança flagrou uma imagem inusitada de um furto na Rua Bernardo Halfeld, em Nossa Senhora do Rosário, São José, nesta segunda-feira (20). Segundo o morador da localidade, Marcelo Lourenço, de 49 anos, essa já é uma onda de crimes semelhantes.
As imagens mostram um homem de bermuda, chinelo e camiseta, roubado uma lixeira na frente de uma residência. O mais intrigante é que essa não é a primeira vez que o crime acontece.
Imagem mostra momento que homem rouba lixeira – Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação/NDDe acordo com Lourenço, dois dos seus vizinhos também já foram furtados. Ambos tiveram dois contêineres de lixos roubados cada.
Seguir“Eu me sinto desprotegido pela prefeitura e segurança pública, pagamos tão caro pela taxa de lixo e impostos, fazem o povo de São José tirar as lixeiras fixas dos muros porque estamos sujeitos a multas”, conta.
Segundo o morador, seus vizinhos estão “apavorados” com a onda de furtos no bairro. Diz ainda que fios também são roubados.
O crime
O crime aconteceu da seguinte forma: um homem para um carro Renault Clio em frente à uma casa. Em seguida, em plena luz do dia, averiguar a lixeira. Depois, pega o item, coloca no porta-malas e foge do local.
A lixeira tinha capacidade para 360 litros.
O que diz a Polícia
Em entrevista ao portal ND+, o Coronel Serafim, comandante do 7° BPM (Batalhão de Polícia Militar), da região, diz que a pouco mais de um ano foi ativada uma companhia do 7ºBPM no Bairro Jardim Cidade de Florianópolis, o que ajudaria no trabalho no local.
“Temos um grave problema com pessoas em situação de rua na cidade. Esse é um problema de saúde pública, já que muitos são dependentes químicos e furtam para sustentar o vício”, diz.
O comandante elenca ainda que este também é um problema de assistência social já que muitos abandonam os lares ou vêm de outras cidades.
Ou seja, o policial acredita que há algum local que compre este tipo de material, como a lixeira roubada, para que as pessoas sustentem os seus vícios, por exemplo.
“Eles furtam principalmente hidrantes, fio de luz e materiais de alumínio. No entanto, fazemos as prisões e eles são soltos no dia seguinte, seja por furtarem algo de pequeno valor, ou por não ser usado violência”, explica.
O comandante explica que o número de ocorrência no bairro do furto da lixeira é baixo, por isso, reforça a importância de serem registrados Boletins de Ocorrência. Para isso é possível fazer o documento online na delegacia virtual da Polícia Civil e no aplicativo PMSC cidadão.
Confira o vídeo:
Vídeo mostra furto de lixeira em São José – Vídeo: Arquivo Pessoal/Divulgação/ND