Oficialmente anunciado como novo delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Marcos Ghizoni concedeu a primeira entrevista na noite desta segunda-feira (4). De volta ao cargo, disse que está preparado e que vai chamar de volta os delegados afastados dos cargos, supostamente o motivo do pedido de demissão do antecessor, Akira Sato.
Entrevista do delegado Marcos Ghizoni – Vídeo: NDTV/Reprodução
Marcos Ghizoni assume em meio a suspeita de escândalo
Novo delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Ghizoni terá um grande desafio pela frente. Quinze dias depois de ser anunciado como novo delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, confirma-se a especulação de que Laurito Akira Sato fosse deixar o cargo.
SeguirSato teria se sentido coagido com um pedido para substituir o delegado Rodrigo Schneider, chefe da Cecor (Coordenadoria Estadual de Combate à Corrupção), responsável pelas Decor (Delegacias de Polícia Especializadas no Combate à Corrupção).
As investigações no caso de suposta corrupção em uma licitação no Porto de São Francisco do Sul estariam sob coordenação de Schneider.
O deputado estadual Ivan Naatz (PL) anunciou que pretende convocar Akira Sato, ou seu sucessor, para explicar este fato. Naatz falou em “uma empresa de coronéis para fraudar o governo”.
A empresa responsável pelo contrato, que na época se chamava Iosec e hoje se chama Ceon, negou que haja qualquer tipo de irregularidade.
Sexta-feira, já demissionário, Sato continuou oficialmente no cargo, conforme informação do “Diário Oficial do Estado”.
Sato foi escolhido pelo governador Carlos Moisés (sem partido) para substituir Paulo Koerich, que foi o primeiro nome anunciado para o alto escalão de governo.
Dois nomes foram citados como possíveis sucessores de Sato. O delegado Marcos Ghizoni, que foi delegado-geral-adjunto no gestão de Raimundo Colombo e promovido a delegado-geral quando o vice Eduardo Moreira assumiu, com a renúncia do titular para concorrer ao Senado nas eleições de 2018.
Politicamente, a indicação caberia ao MDB-SC. Com bom trânsito político, Ghizoni teria sido o plano A de Moisés na sucessão de Koerich, mas declinou. Ele chegou a repetir o gesto de recusar, mas finalmente aceitou.
Nesse meio tempo, passou a ser favorito o delegado Rafaello Ross, que foi delegado regional de Mafra, onde acabou sendo afastado do cargo por suspeita de improbidade administrativa no caso de uma máquina jukebox, e assumiu a DIC de Joinville.
Diante dos desgastes, que se arrastaram durante todo o fim de semana, Ghizoni foi convencido a assumir o posto.