Duas jovens foram atropeladas na saída de uma balada da casa de eventos Joinville Square Garden, no Distrito Industrial de Joinville, na manhã deste sábado, dia 11. O atropelamento ocorreu por volta das 6 horas e o crime foi flagrado por câmeras de segurança do estabelecimento, como mostra o vídeo abaixo.
Momento do atropelamento das duas mulheres, por volta das 6h30 deste sábado, dia 11 – Foto: reproduçãoQuem atropelou as mulheres foi o influenciador digital Fabrício dos Santos Simão que, segundo a Polícia Militar, “apresentava hálito etílico” e se recusou a fazer o teste do bafômetro.
Quando os policiais militares chegaram ao local constataram o atropelamento envolvendo o carro de Fabrício. As duas mulheres já tinham recebido atendimento médico pré-hospitalar ainda no local. Em seguida, uma delas foi encaminhada ao Hospital Municipal São José. Passou por exames na cabeça, outros exames ortopédicos e recebeu alta no fim da tarde deste sábado, dia 11.
Seguir“O Hospital Municipal São José informa que a paciente com as iniciais E.J.M, vítima de atropelamento em Joinville, recebeu alta médica no fim da tarde deste sábado (11/6). A outra jovem envolvida no acidente não foi conduzida ao São José.”
O vídeo abaixo mostra o exato momento em que Fabrício dos Santos Simão atropela as duas mulheres.
A reportagem do Portal ND+ entrou em contato com Fabrício por meio de seu canal, mas não recebeu retorno até o fechamento desta matéria, às 15h35.
VEJA VÍDEO DO MOMENTO DO ATROPELAMENTO
Após o atropelamento e ocorrência atendida, Fabrício dos Santos Simão foi liberado, como mostra o vídeo abaixo. Um rapaz aparece dando risada no vídeo.
O influenciador recebeu multa, assinou termo circunstanciado e teve sua carteira de habilitação apreendida. Mas foi liberado e está em casa.
Vídeo: Internet/Divulgação ND
Em contato com a casa de eventos Joinville Square Garden, o sócio encaminhou uma nota oficial sobre o ocorrido. Frisou que seguranças do evento prestaram os primeiros atendimentos às vítimas e que a casa forneceu as gravações das câmeras de segurança do momento do acidente a fim de contribuir com a elucidação dos fatos e responsabilização do motorista que causou o acidente. Leia abaixo:
O que diz a Joinville Square Garden
“A Joinville Square Garden vem a público esclarecer acerca das notícias do atropelamento ocorrido depois do encerramento dos eventos na noite de sexta-feira, na madrugada de 11/06, próximo ao portão de saída, já por volta das 6h00, que, ao tomar conhecimento dos fatos, imediatamente acionou a Polícia Militar e o atendimento do SAMU. Nesse momento, alguns seguranças dos eventos, que ainda estavam no local e tinham conhecimento de socorrismo, prestaram os primeiros socorros. O motorista prestou esclarecimentos à polícia tendo sido liberado após a lavratura do boletim de ocorrência. Quanto às duas vítimas, uma delas sofreu escoriações e não quis ser atendida, assinando dispensa de atendimento, e a outra foi conduzida ao hospital São José. A Joinville Square Garden, além das providências acima, forneceu para a autoridade policial gravações das câmeras de segurança que captaram o momento do acidente a fim de contribuir com a elucidação dos fatos e responsabilização do motorista causador do acidente, informando que irá acompanhar a conclusão das investigações. Por fim, deseja plena recuperação e pronto restabelecimento às vítimas do acidente.”
Fabrício dos Santos Simão quando prestou depoimento à polícia, em outubro de 2020 – Foto: Alphonsus Stofelli/NDTVApologia ao crime
E esta não foi a primeira vez que o influenciador tem passagens pela polícia. Em outubro de 2020, Fabrício dos Santos Simão foi intimado pela Polícia Civil de Joinville a prestar depoimento por ter feito apologia ao crime. Isto porque ele publicou um vídeo internet sugerindo colocar um estimulante sexual no copo de mulheres, favorecendo, assim, a prática do ato sexual.
A Polícia Civil instaurou um termo circunstanciado para apurar a conduta de Fabrício.
“O que ele falou é sigiloso, o procedimento é todo sigiloso. É uma questão de interpretação e, para a polícia, o caso pode se enquadrar no artigo 287 do Código Penal, que trata de apologia pública à prática de um crime. Na visão da polícia houve crime sim”, explicou à época a delegada Claudia Cristiane Gonçalves de Lima.
*Notícia em atualização.