VÍDEOS: Manifestação com fogos na frente da Sex Night fecha Av. Mauro Ramos, em Florianópolis

Protesto ocorreu por volta das 19h desta quarta-feira (9); manifestantes pedem justiça pela morte de empresário morto por policial militar e segurança de boate

Foto de Geovani Martins

Geovani Martins Florianópolis

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Amigos e familiares de Thiago Kich de Melo, 28, baleado por um policial militar e pisoteado por um segurança da boate Sex Night, em Florianópolis, realizaram uma manifestação pedindo justiça pela vítima na noite desta quarta-feira (9). Os manifestantes fizeram uma barricada com fogo para bloquear uma das vias da Avenida Mauro Ramos, em frente à boate.

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    Manifestantes usaram fogo para protestar contra a morte de Thiago - Germano Rorato/ND
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    Manifestantes usaram fogo para protestar contra a morte de Thiago - Germano Rorato/ND
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    Polícia Militar dispersou a manifestação - Germano Rorato/ND
    Polícia Militar dispersou a manifestação - Germano Rorato/ND
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    Fogo foi controlado pelos bombeiros, que também limparam a a pista - Germano Rorato/ND
    Fogo foi controlado pelos bombeiros, que também limparam a a pista - Germano Rorato/ND
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    Fogo foi controlado pelos bombeiros, que também limparam a pista - Germano Rorato/ND
    Fogo foi controlado pelos bombeiros, que também limparam a pista - Germano Rorato/ND

Com uma faixa escrita “Eterno TH” (como a vítima era conhecida) e outra “Queremos justiça”, os manifestantes pediram por pena dura para os responsáveis pela morte de Thiago.

O Corpo de Bombeiros foi acionado no local e controlou as chamas. Uma guarnição da Polícia Militar dispersou a manifestação. Não houve confronto ou feridos.

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Veja vídeos da manifestação:

Protesto em frente à Sex Night – Vídeo: Nícolas Horácio/ND

Protesto em frente à Sex Night – Vídeo: Nícolas Horácio/ND

Protesto em frente à Sex Night – Vídeo: Felipe Kreusch/ND

Protesto em frente à Sex Night – Vídeo: Felipe Kreusch/ND

Entenda o caso

Thiago e mais três amigos estavam saindo da boate Sex Night na manhã de terça-feira (8), quando foram até o balcão para contestar os valores que estão na comanda, que era de R$ 1801,80. Em meio à discussão, um segurança chega ao lado e tenta conversar com eles.

Em um momento, um deles fala algo ao segurança, que responde com uma cotovelada. A partir desse momento, inicia-se uma briga generalizada.

Em meio à confusão, um policial militar, que estava de folga fazendo um bico no local, saca uma arma de fogo e dispara em direção contra Thiago, que cai desorientada no chão. O segurança desfere uma sequência de golpes na vítima, que já estava baleada e não resistiu aos ferimentos.

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    Cliente que morreu em briga em casa noturna tinha 28 anos - Redes Sociais/Reprodução/ND
    Cliente que morreu em briga em casa noturna tinha 28 anos - Redes Sociais/Reprodução/ND
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    Thiago Kich de Melo era empresário em Florianópolis - Redes Sociais/Reprodução/ND
    Thiago Kich de Melo era empresário em Florianópolis - Redes Sociais/Reprodução/ND

Policial fazia segurança privada no local, segundo investigação

Segundo informou a Polícia Civil, após interrogatório do PM à paisana, ele estaria dentro da boate fazendo segurança privada armada, com uma arma de fogo de sua propriedade.

A prática é ilegal, visto que PMs são servidores públicos concursados e o Estatuto dos Policiais Militares de SC proíbe agentes da ativa a trabalharem em organizações e empresas privadas.

Tanto o policial quanto o segurança foram presos em flagrante por homicídio. Eu audiência de custódia realizada na tarde desta quarta-feira (9), a Justiça manteve as prisões dos suspeitos.

Em nota, a Corregedoria-Geral da Polícia Militar de SC informou que foi instaurado um inquérito para apurar as circunstâncias que envolveram a presença do PM no local e identificar a possível incidência de crimes militares conexos.

O governador Jorginho Mello, em entrevista coletiva concedida nesta quarta-feira (9), disse que o policial deve ser investigado e julgado.

“Ninguém está acima da lei e ninguém pode fazer nada que não seja legal. Não é por ser policial militar que ele vai ter algum tipo de regalia. Ele vai ser investigado, julgado e, se for o caso, condenado”, afirmou o governador.