Vídeo mostra momento de feminicídio em Joinville; veja desdobramentos do caso

Barbra Amorim Lacerda foi morta a tiros, em 26 de outubro; o principal suspeito é o ex-marido, que fugiu do local após o crime

Redação ND Joinville

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Depois de mais de uma semana do feminicídio, permanece solto o principal suspeito de matar a tiros Barbra Amorim Lacerda, de 32 anos, em Joinville, no Norte de Santa Catarina.

Suspeito de matar Barbra segue solto – Foto: Internet/Reprodução/NDSuspeito de matar Barbra segue solto – Foto: Internet/Reprodução/ND

Segundo a Polícia Civil, algumas etapas do inquérito ainda devem ser concluídas para o pedido de prisão de Adriano de Borba, de 42 anos, com quem a vítima teve um relacionamento durante sete anos.

Barbra tinha uma medida protetiva contra o ex-companheiro, que não aceitava o fim da união. Após o assassinato, em 26 de outubro, Adriano fugiu do local.

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“Vamos concluir a coleta de provas o quanto antes, dada a gravidade do crime, mas os elementos são bastante contributivos para o esclarecimento da autoria”, esclarece o delegado Elieser Bertinotti, responsável pelas investigações.

“No menor espaço de tempo, a gente já vai encaminhar ao Judiciário para as providências necessárias”, complementa. O caso está sendo tratado como feminicídio.

Imagens revelam brutalidade

O Grupo ND teve acesso às imagens do crime, feitas por uma câmera de segurança próxima da oficina de Barbra, no bairro Guanabara, zona Sul da cidade.

Imagens mostram o momento em que Barbra foi morta – Vídeo: Divulgação

Passava das 17h quando uma caminhonete preta, que estaria sendo conduzida por Adriano, surge nas imagens. Após uma movimentação estranha, o suspeito aparece na calçada segurando a vítima e, então, dá  um tiro à queima-roupa na ex-mulher.

Com a vítima já caída no chão, o atirador efetua mais disparos.

Outras pessoas aparecem nas imagens. Uma mulher, que passava pelo local com duas crianças, por exemplo, sai correndo quando percebe a agressão. Um homem – que, segundo a família de Barbra, é irmão do suspeito – tenta impedir a ação.

Clamor por justiça

“Eu quero que ele seja julgado, condenado, preso”. Esse é o pedido da pedagoga Lucianira Amorim da Silva, mãe de Barbra, que revela que as violências contra a filha aconteciam com frequência.

Barbra foi morta a tiros na zona Sul de Joinville – Foto: InternetBarbra foi morta a tiros na zona Sul de Joinville – Foto: Internet

“Foi nesse último mês que ela realmente pediu socorro. Eu vi que ele já vinha maltratando ela de todas as formas que conseguia: tortura moral, injúria, ameaça com arma”, lembra. “Ele queimava as coisas dela, quebrou uma televisão que eu tinha dado de presente”, lamenta.

Barbra já havia procurado a polícia e registrado um boletim de ocorrência. No dia do feminicídio, ela estava com uma medida protetiva contra o homem.

“Foi um crime premeditado, uma coisa muito bem planejada por ele. Muito bem pensada e muito bem executada”, afirma Lucianira. “A gente vê que os tiros foram em locais certeiros, de pessoa que quer matar. Chance de viver nenhuma”, completa.

De acordo com a Polícia Civil, Adriano já teria cumprido pena por tentativa de latrocínio.

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