VÍDEO: Pacientes registram gritaria de funcionário do Ferry Boat contra idosa doente

Confusão foi por volta das 7h50 desta terça-feira (14), a NGI Sul, empresa que administra o Ferry Boat, justificou o "desrespeito" por já ter entrado dois carros da saúde na balsa

Foto de Grazielle Guimarães

Grazielle Guimarães Itajaí

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A manhã desta terça-feira (14), começou com mais um episódio de confusão e “desrespeito” envolvendo funcionários do Ferry Boat, balsas que fazem a travessia entre Itajaí e Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina. O “bate-boca” da vez envolveu pacientes e um idosa doente que seguiam para o hospital Marieta Konder Bornhausen.

Fotomontagem de frames do vídeo que registra briga e gritaria de funcionário do Ferry Boat com idosa doente e pacientesVídeo flagra bate-boca de funcionário do Ferry Boat com idosa doente – Foto: Reprodução/ND

Nas imagens gravadas pelo motorista do veículo, um funcionário do Ferry Boat aparece alterado, dizendo que não será possível a entrada do veículo na balsa atracada. Os pacientes questionam, alegando que precisam estar no hospital até às 7h30.

Uma idosa que está no banco da frente, mostra os exames que têm em mãos e pede respeito ao funcionário. “Você está falando com uma paciente, seu malcriado. Todos aqui estão enfermos”, fala.

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O homem, no entanto, ignora e passa a gritar palavras de baixo calão e xingamentos com as pessoas do carro, o que deixa a idosa nervosa. “Eu tenho problema de coração, saí de casa tão bem”, fala a mulher.

Os outros passageiros pede a um segundo funcionário do Ferry Boat que retire o rapaz que grita de perto deles. Exigindo uma posição da empresa em relação ao comportamento do funcionário.

Veja bate-boca de funcionário do Ferry Boat com idosa doente

Pacientes gravaram gritaria de xingamentos de funcionário do Ferry Boat a idosa doente – Vídeo: Reprodução/ND

O que diz o Ferry Boat

Ao ND+ a assessoria da NGI Sul explicou que a ocorrência foi registrada às 07h48 e que o intervalo de balsa é curto. “O que ocasionou é que já tinha dois carros lá dentro de beneficiário por lei, e aquele horário é de pico, horário de movimento, então o que que ocorre, eles botam dois carros, beneficiário de lei e passaram a liberar as motos, bicicletas, pedestres e a balsa vai cheia, entendeu?”, começa o assessor.

Ele queria ser um terceiro, quarto carro a estar lá dentro, mas a empresa tem uma regra de dois carros por balsa, e seguem outros carros vão as motos, enfim, vai na próxima barca, não é à toa que no momento em que ele filma a senhora lá atrás, já tem outros veículos aguardando para fazer a travessia beneficiário de lei, entendeu?”, conclui.

Fotomontagem mostra balsa do Ferry Boat lotadaConfusão envolvendo funcionários do Fery Boat é rotineira  – Foto: Reprodução/ND

A NGI Sul também enviou uma nota explicando o que houve, confira na íntegra:

A NGI Sul informa que tomou conhecimento deste episódio ainda na manhã desta terça-feira (14). Sobre os fatos, cabe esclarecer:

– A ocorrência foi por volta das 7h50min, horário considerado de pico, tanto para automóveis, motos, bicicletas e pedestres. Qualquer usuário rotineiro sabe dos períodos de movimento acima da média, seja de manhã, por volta do meio-dia e no final da tarde.

– Visando manter o bom atendimento e a mobilidade de todos, as embarcações da rampa mista operam com veículos beneficiários de lei e, depois, pelos demais usuários (motos, ciclistas e pedestres). Ou seja, naquela balsa, havia outros veículos dessa categoria.

– Em relação a possíveis atrasos, a NGI Sul esclarece que o próximo Ferry Boat atracaria seis minutos depois e que, de maneira alguma, caracterizaria prejuízos à agenda de pacientes, cabendo a cada usuário programar suas viagens com antecedência.

– A empresa já registrou outras ocorrências com o referido motorista do carro oficial, o mesmo que fez a gravação das cenas. Rotineiramente, os passageiros que ele conduz são instigados contra os colaboradores da NGI Sul. O fato inclusive já foi reportado de forma oficial à Prefeitura de Navegantes para providências cabíveis.

– A NGI Sul não concede privilégios a qualquer autoridade pública e seus parentes e, por se tratar de uma empresa privada, obedece aos critérios da lei e responsabilidade na universalidade de seus clientes, sem distinção de quaisquer pessoas.

A direção

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