A Polícia Civil identificou os suspeitos de tentar matar o dono de um mercado a tiros em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. O caso aconteceu no dia 23 de novembro de 2021, no Bairro Efapi. O crime é investigado pela DIC-Fron (Divisão de Investigação Criminal de Fronteira).
O suspeito atirou contra o dono do mercado em troca de recompensa em Chapecó. — Foto: Polícia Civil/Reprodução/NDConforme informou a polícia, por meio de inquérito policial, um homem chegou no estabelecimento comercial e solicitou uma carteira de cigarros e uma cerveja. Ele seria um atirador, contratado para matar a vítima, segundo a DIC.
Quando a vítima entregou os produtos, o suspeito lhe deu uma nota de R$ 100,00 como forma de pagamento. Nesse momento, o jovem sacou uma arma de fogo e efetuou o primeiro disparo em direção ao rosto da vítima.
SeguirO dono do mercado começou a correr e tentou se esconder, enquanto o suspeito continuou com os disparos de arma de fogo. No total, foram seis tiros contra a vítima, a qual sobreviveu. Após, o suspeito de atirar e o mandante teriam fugido.
Câmeras de segurança do estabelecimento flagraram o momento dos tiros. – Vídeo: Polícia Civil/Reprodução/ND
Na época, a Polícia Civil, na manhã do dia 24 de novembro, cumpriu os mandados de busca e apreensão nas casas dos suspeitos, porém não encontrou os homens ou objetos ilícitos. Com as investigações, a DIC descobriu que o suspeito de atirar utilizou uma arma de fogo de uso permitido.
O inquérito policial foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao MPSC (Ministério Público de Santa Catarina). Os suspeitos respondem em liberdade.
As investigações
As investigações iniciaram com a DRF-Fron (Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Fronteira da Comarca) de Chapecó. Porém, verificando-se que o suspeito não estaria com o objetivo de cometer latrocínio, e, sim, à prática de homicídio.
Por essa razão, os suspeitos foram encaminhados à DIC-Fron, para a continuidade dos trabalhos policiais, oportunidade onde a vítima e testemunhas foram novamente ouvidas.
A partir das imagens captadas pelas câmeras de vigilância e das novas informações colhidos, descobriu-se que o crime foi praticado por dois indivíduos: um na condição de executor e outro na qualidade de mandante, ambos com 25 anos.
Motivação
A polícia informou que a motivação do crime “é torpe, repugnante, já que relacionada à obtenção de vantagem financeira em favor do mandante do crime, tendo em vista que ele havia adquirido um veículo automotor da vítima e estava em débito com algumas parcelas previamente acordadas”.
Além disso, como executou o crime mediante promessa de recompensa, o atirador também irá responder pela qualificadora do motivo torpe. Será considerada a qualificadora da dissimulação, por surpreender a vítima no momento em que fingiu que iria comprar um produto.