As chuvas na cidade de Petrópolis, no Estado do Rio de Janeiro, contabilizam 66 mortos na tarde desta quarta-feira (16), com base em informações do CBMERJ (Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro).
As imagens mostram todas as ruas alagadas e construções destruídas – Foto: Internet/Reprodução/NDA chuva parou, porém o estrago que ficou é maior do que o imaginado. Em imagens aéreas impressionantes, a PCERJ (Polícia Civil do Rio de Janeiro) mostra a situação da cidade, mergulhada no caos e entrando em alerta máximo.
A PCERJ montou uma força-tarefa com 200 agentes em Petrópolis, para ajudar no resgate das vítimas da tragédia e auxiliar a Defesa Civil, que atua na parte terrestre.
SeguirO CBMERJ está realizando as buscas por mais corpos e apesar de toda a destruição e trabalho, não foram solicitadas equipes de apoio de outros Estados. O CBMSC (Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina) disse que está à disposição para ajudar e enviar equipes e equipamentos de apoio para o local.
“Nestes casos é sempre o local que solicita a ajuda, até por questão de logística, aí é necessária a autorização do governador. Até o momento não foi solicitado apoio”, declarou a corporação catarinense.
Confira as imagens da polícia:
A Polícia Civil #RJ montou uma Força-Tarefa com 200 agentes em #Petropolis para ajudar no resgate das vítimas desta tragédia e auxiliar a Defesa Civil. #ChuvasRJ #ChuvasPetrópolis #PolíciaCivil pic.twitter.com/AwnalnCVFc
— Polícia Civil RJ (@PCERJ) February 16, 2022
Número de ocorrências aumenta na cidade
Após relatos de moradores nas redes sociais sobre saques e até mesmo tiroteios em diversos trechos da cidade, batalhões da Polícia Militar de toda a Região Serrana do Rio reforçaram o policiamento e a coordenação do trânsito nas áreas afetadas.
Além disso, o Batalhão de Choque da PM foi deslocado para atuar na preservação da ordem. Segundo informações da Polícia em boletins postados nas redes sociais, o número de ocorrências chega a 229, das quais 189 são de deslizamentos.
Nessas condições a cidade está em alerta máximo e funciona em Estágio Operacional de Crise. Mais de 20 pessoas foram resgatadas e mais de 370 estão desabrigadas. Cerca de 180 pessoas foram acolhidas.
“É um cenário de guerra, de carro pendurado em poste. São mais de 400 bombeiros aqui trabalhando e homens da Defesa Civil. Já estamos pensando em um processo de reconstrução, ou seja, linha de crédito, reparo e, inclusive, moradias populares”, afirmou o governador Cláudio Castro (PL), para o Uol.
Em 24 horas, foram registradas 292 ocorrências, das quais 241 por deslizamentos – Foto: Internet/Reprodução/NDA prefeitura de Petrópolis decretou estado de calamidade pública no município, na terça-feira (15). Durante a tarde e o início da noite de terça, todas as sirenes instaladas em áreas de risco foram acionadas.
Alertas de chuva forte e inundações pela cidade também foram emitidos pelo sistema de SMS, em avisos em veículos locais de comunicação, além de grupos de aplicativo de mensagem.
Volume de chuvas em algumas horas foi maior que a do mês todo
As chuvas na cidade de Petrópolis foram incomuns e assustaram os moradores. A Defesa Civil do Rio de Janeiro disse que a região conta com um hidrometeorológico – monitoramento de chuvas e níveis de rios- muito eficiente, que mostrou um volume entre 100 mm e 260 mm, na variabilidade da chuva.
O maior volume foi observado no ponto de medição do Cemaden (Centro Nacional de Previsão de Desastres Naturais) com 260 mm em menos de seis horas, sendo que em apenas quatro horas foram mais de 200 mm com acumulados que em vários momentos chegaram a ser de 20 mm a cada dez minutos. Os números ultrapassaram a média histórica de precipitação de todo o mês de fevereiro, que é de 240 mm.