VÍDEOS: Família com criança e gestante é agredida na balsa do ferry boat em SC

Vítima e empresa apresentam versões sobre o ocorrido; o motivo da agressão seria porque a vítima queria pagar a travessia com cartão

Foto de Grazielle Guimarães

Grazielle Guimarães Itajaí

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Imagens de uma agressão na balsa do ferry boat no Litoral Norte de Santa Catarina, que teria ocorrido há mais de 30 dias, vieram à tona neste último sábado (14). No vídeo uma família formada por um homem, uma gestante e uma criança aparece sendo agredida durante a travessia de Navegantes para Itajaí.

As imagens são gravadas pela carona e mostram o pai da família, que dirige o veículo enquanto conversa com um funcionário na balsa, ele afirma que não está se negando a pagar, mas que só teria como pagar por cartão, o funcionário rebate: “não aceita cartão aqui não, meu amigo”.

Família é agredida durante travessia de Navegantes para Itajaí no Ferry Boat – Foto: Reprodução Internet/NDFamília é agredida durante travessia de Navegantes para Itajaí no Ferry Boat – Foto: Reprodução Internet/ND

Em seguida o motorista fala: “então tinha que ter uma placa explicando”, o funcionário rebate que há uma placa informando que a única forma de pagamento aceita é dinheiro em espécie.

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Em seguida as imagens passam a mostrar a agressão, um homem puxa a vítima pela camisa, enquanto a vítima grita que não está se negando a pagar.

Em seguida, o agressor passa para a porta de trás e a vítima começa a gritar: “olha minha filha aqui, rapaz! A minha filha”, grita. O homem então passa a dar socos no carro.

Imagens mostram agressão de supostos funcionários e passageiros do Ferry Boat – Vídeo: Reprodução/Internet

O que diz a empresa

Por meio de nota, a empresa apresentou uma versão sobre o que aconteceu. De acordo com a NGI Sul, a ocorrência foi há mais de 30 dias, durante a noite, quando o usuário se negou a pagar a tarifa da travessia de carros, alegando que só teria cartão.

Veja a nota na íntegra

– Esta ocorrência foi registrada há mais de 30 dias, no período noturno, quando um usuário negou-se a pagar a tarifa da travessia de carros, alegando que só teria cartão. A empresa esclarece que o pagamento no embarque só é aceito em dinheiro em espécie, podendo o usuário comprar passe através de cartão de débito ou Pix no escritório da empresa, na modalidade compra antecipada.

– O vídeo em questão foi editado. O cidadão que aparece na segunda parte (de camiseta azul), era um segundo usuário e não funcionário da empresa. O carro de onde a filmagem era feita, colidiu na traseira do carro à frente, motivo que gerou a discussão.

– A NGI esclarece que vem tendo tratativas com a Secretaria de Estado da Infraestrutura para a implantação da bilhetagem eletrônica, para então aceitar outras formas de pagamento. Porém, a questão é impedida pelo “passe livre”, benefício concedido pelo Estado a alguns usuários.

– A empresa reforça que em nenhum momento houve qualquer tipo de agressão ou desrespeito a seus usuários, alertando que nas plataformas de embarques há faixas e letreiros que informam que o pagamento da passagem somente é aceito em dinheiro no momento do embarque.

Vítima rebate argumentos da NGI

À NDTV Record em Itajaí, a vítima rebateu alguns argumentos apresentados pela NGI, entre eles que teria ocorrido uma colisão entre veículos.

De forma resumida, Alexandre dá a versão dele sobre os fatos. “Nós estávamos muito cansados e decidimos pegar o ferry boat ao invés de ir pela BR, entrando no ferry a gente percebeu que estávamos sem dinheiro em espécie, o que eu contei ao atendente que disse que eu deveria me retirar da balsa”, destaca Alexandre.

Vítima rebateu alguns argumentos da NGI – Vídeo: Arquivo NDTV Record Itajaí/ND/Reprodução

“Só que nisso a balsa sai de Navegantes, quando atraca em Itajaí eles me forçam a retornar a Navegantes, que coerência que tem nisso? Era só formalizar uma forma de pagamento e pronto, tudo resolvido”, conta.

Alexandre completa, “foi uma truculência total, levei um soco do funcionário que me atendeu, fecharam a saída com um outro veículo, de um cidadão que era conhecido deles, que alega que eu bati, não houve colisão, eles fecharam propositalmente a saída e o motorista o veículo vem e me agride daquela forma covarde”, conta.

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