‘Vim correndo’: Parentes lidam com desespero após incêndio em penitenciária de Florianópolis

Pelo menos três presos morreram vítimas do incêndio que atingiu penitenciária de Florianópolis; há outros três feridos em estado crítico

Foto de Ana Schoeller

Ana Schoeller Florianópolis

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“Como vou ficar calma? É o meu marido, o pai da minha filha e eu não sei se está vivo”, desabafa a esposa de um dos presos da penitenciária de Florianópolis. Ela foi até a unidade após ser notificada do incêndio que matou três homens no local nesta quarta-feira (15).

A mulher, que preferiu não se identificar, recebeu uma ligação do setor de Assistência Social da penitenciaria, por volta das 11h30. Até meados da tarde desta quarta, ninguém confirmou se o marido está entre as vítimas.

Vítimas aguardam informações em frente ao presídio – Foto: NDVítimas aguardam informações em frente ao presídio – Foto: ND

As chamas atingiram a célula 22. Das três vítimas fatais, duas são naturais de outros Estados. Eles foram retirados inconscientes da cela e, em seguida, tiveram óbito confirmado pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

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Na área externa, aflitos pela falta de informação, familiares realizam roda de oração e acionam seus advogados particulares, a fim de tentar receber mais informações. A Pastoral Carcerária de Florianópolis, entidade da Igreja Católica, presta apoio.

Em certo momento, os familiares gritaram em coro: “Presos também têm família. Me ajudem pelo amor de Deus”. Os parentes choram no aguardo de notícias.

“Meu patrão ouviu na rádio e me avisou. E eu vim correndo”, desabafa Loreci de Fátima Varella, empregada doméstica. O filho dela está preso na unidade. “Eu só quero ver meu filho. Como só tem três mortos com tantas ambulâncias?”

Conforme Elizangela Chappo,  Presidente do Conselho da Comunidade da Execução Penal da Capital, há diversos feridos, mas é afastado o risco de morte. Há três em estado mais crítico. Os presos estão sendo levados para o Hospital Governador Celso Ramos e o Hospital Universitário.

Outra mulher, cujo marido está preso, informou ao ND+ que foi notificada por uma uma amiga. A conhecida passou pelo local e avisou que tinham ambulâncias e uma movimentação estranha. “Estou me sentindo muito nervosa sem notícia nenhuma”, desabafou.

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