Violência doméstica: Justiça e PM fazem palestras para agressores em Navegantes

Com altos índices de casos de violência doméstica registrados na cidade nos últimos meses, instituições chamam agressores para a conscientização.

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Em um mundo perfeito, a violência não doméstica não deveria existir, mas como existe e tem números crescentes no Brasil, iniciativas como a desenvolvida pela Justiça em Navegantes são bastante necessárias.

Homens que se envolvem em episódios de violência doméstica na cidade, desde o começo desse ano, são encaminhados para palestras de orientação. O projeto foi criado pelo Fórum da comarca de Navegantes e pela Polícia Militar através da Rede Catarina de Proteção à Mulher.

A juíza Marta Regina Jahnel, titular da Vara Criminal explica que:

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“Recebemos, mensalmente, inúmeros pedidos de medidas protetivas de urgência por meio dos quais as vítimas, noticiando a ocorrência de algum tipo de violência contra a mulher, seja física, psicológica, moral, sexual ou mesmo patrimonial, buscam a proteção estatal”

Encontros entre autoridades e agressores acontece uma vez ao mês – Foto: Divulgação/TJSC/NDEncontros entre autoridades e agressores acontece uma vez ao mês – Foto: Divulgação/TJSC/ND

As palestras têm um único encontro para orientação e esclarecimentos e acontecem com a participação da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), subseção de Navegantes e também da Assistência Social do Município e da Polícia Militar.

O tenente-coronel Evandro Fior da Cruz, comandante do 25º Batalhão de Polícia Militar comenta que Navegantes infelizmente registra índices elevados de violência doméstica, inclusive cometidas por reincidentes.

O 25º Batalhão de Polícia Militar criou a Patrulha Maria da Penha que tem o objetivo de fazer visitas preventivas às mulheres vítimas de violência doméstica.

É importante ressaltar que dados revelam que nos últimos 12 meses em Navegantes, foram registrados em média 24 requerimentos de medidas protetivas por mês.

Além disso, há mais de 1,4 mil ações e procedimentos em andamento na cidade.

Nas palestras destinadas aos agressores, além de assuntos sobre projetos e ações que visam reduzir a violência doméstica mediados por PM e OAB, um psicólogo também conversa com os homens,  com a missão de criar a reflexão sobre o que os leva a cometer os atos de violência é como isso deve ser tratado.

A resposta é muito clara:

Com o rigor da lei!

Mas é preciso criar consciência para que a violência doméstica não exista mais.

Ações como essas, são válidas.