A “fadinha do skate” continua fazendo história. Sob pressão, precisando de uma nota histórica para ultrapassar a japonesa Funa Nakayama na sua última manobra na final da SLS (Street League Skateboarding), Rayssa Leal conseguiu o feito que levou a plateia ao delírio na tarde deste sábado (28).
Com 13 anos, depois de ser medalha de prata nas Olimpíadas de Tóquio, Rayssa venceu a etapa de Salt Lake City da SLS. Ela já havia vencido a etapa de Los Angeles, em 2019, do torneio que é um dos mais relevantes do skate.
Rayssa Leal, a fadinha, é campeã da SLS pela segunda vez – Foto: Reprodução/Instagram/SLSA conquista deste sábado veio de forma impressionante. A fadinha precisava de um 8.3 para chegar ao 1º lugar, em sua última chance de manobra.
SeguirCom um incrível 8.5, Rayssa teve a nota mais alta do dia – e de longe, já que a maior até então era 7.2.
Vale lembrar que as notas são de 0 a 10, e o skate feminino é uma modalidade em franca evolução, visto que o início de competições para mulheres é muito recente. Além disso, os critérios utilizados pelos juízes para competições femininas e masculinas é o mesmo.
Isso explica a diferença entre as notas nas competições para cada gênero, que costuma ter o masculino ainda em um nível acima, o que é natural conforme o tempo de evolução de cada uma das modalidades. E ressalta ainda mais o feito da brasileira de 13 anos.
A título de comparação, o medalhista de prata no Street masculino em Tóquio, Kelvin Hoefler, foi o 4º melhor colocado na classificatória masculina do SLS neste fim de semana, com notas 7.4, 8.5 e 8.6.
Rayssa teve uma somatória de 21.0 pontos, contra 20.7 da japonesa Funa Nakayama e 19.6 da holandesa Roos Zwetsloot. Pâmela Rosa foi outra representante brasileira na final da SLS, e ficou em quarto lugar, com 16.4.