Surfe de Navegantes é união de gerações em tradição que já dura 50 anos

Tradição que começou nos anos 1970 é repassada de pai para filho e está mais viva do que nunca

Kassia Salles Itajaí

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O barulho das ondas quebrando na praia do Gravatá, em Navegantes, Litoral Norte catarinense, é a trilha sonora da vida de João Carlos Couto. Surfista e conselheiro, ele relembra o início da tradição do surfe na cidade. “Navegantes começou com uma galera dos anos 1970”, conta. Para essa galera, o surfe é muito mais que um esporte ou um hobby: “O surfe, para nós, é tudo”.

Esporte em Navegantes começou nos anos 1970 e só se fortalece – Foto: Arquivo/Prefeitura de Navegantes/Divulgação/NDEsporte em Navegantes começou nos anos 1970 e só se fortalece – Foto: Arquivo/Prefeitura de Navegantes/Divulgação/ND

Navegantes celebra, nesta sexta-feira (26), 60 anos de história. História essa costurada pela amizade regada à água salgada e que nasceu sob o sol. Derek Adriano e Kaique de Oliveira são exemplo disso: desde criança os dois dominam as ondas. Hoje, são surfistas profissionais e competem representando Navegantes no circuito brasileiro.

A paixão pelo mar também é compartilhada de pai para filho: Rodrigo Frutoso é instrutor de surfe em Navegantes, e trabalha ensinando crianças a surfar. O filho dele, o pequeno Gustavo, já compete desde os 4 anos. Agora, com 7, ele coleciona títulos e revela a maior inspiração: “Meu pai”.

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Surfe é história, tradição, amizade e amor pelo mar – Foto: Arquivo/Ricardo AlvesSurfe é história, tradição, amizade e amor pelo mar – Foto: Arquivo/Ricardo Alves

Manter viva a tradição

Para celebrar a tradição e manter viva a história do surfe, a Associação Navegantes Surf Clube criou eventos como o Surf Treino. Navegantes já recebeu também Circuito Brasileiro de Surf Profissional e outros importantes campeonatos.

Para o pequeno Henrique Cavilha, que também começou no surfe por causa do pai, Rafael, os campeonatos locais são só os primeiros degraus que podem leva-lo ao profissionalismo. O sonho dele, não poderia ser outro: “Entrar na elite mundial e representar o Gravatá”.

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