VÍDEO: surf e violões com Vicente Piacentini

O surfista e músico Vicente Piacentini, da Praia do Campeche, se divide entre os palcos e as ondas

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‘Campeche rules’

Vicente Piacentini é guitarrista, surfista, violonista, cantor, letrista, compositor, produtor e um grande gerador de conteúdo na música, na cultura e no esporte de Floripa. O cara é ligado na tomada. Tá sempre produzindo, tá sempre tocando e tá sempre surfando. Um monstro.

Nas ondas a vibe é ‘Campeche Rules’. O “homem” bota pra baixo. Participou de competições locais, nacionais e internacionais, conheceu ondas, países e culturas do universo do surf. Nos palcos misturou reggae, rock, soul, acrescentou muitas ondas e forjou a ‘Surf Folk Music’, que como o próprio nome diz, tem surf, tem música, ideias, violões e ukuleles.

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Vicente Piacentini: músico e surfista do Campeche se divide entre as ondas e os palcos – Foto: divulgação vicente piacentiniVicente Piacentini: músico e surfista do Campeche se divide entre as ondas e os palcos – Foto: divulgação vicente piacentini

Conversei com o Vicente Piacentini virtualmente. Combinei com ele, que iria enviar 5 perguntas e que precisaria, além das respostas, também de algumas fotos e vídeos pra gente ilustrar essa história. O resultado, vamos conferir agora:

1-A tua trajetória musical é muito conectada ao surf. O que veio primeiro na tua vida: a música ou o esporte?

Vicente Piacentini: “Foi o surf. Mas lembro que uma vez vi uma foto minha, em algum álbum de família, eu ainda bebê com um violão no colo. Mas só comecei a tocar mesmo aos 11 anos de idade. Já no surf comecei por volta dos 6 anos junto com meu irmão Felipe. Meu tio Gian, tinha uma prancha de fibra e a gente dividia, pra surfar nas espumas do Campeche, depois da sessão de surf do tio Gian.

Um pouco depois ganhamos uma prancha de isopor, daquelas que vendem em supermercados, que tem uma quilha quadrada que vai do bico até a rabeta da prancha. Lembro que não era fácil ficar de pé nela por muito tempo, hahaha”.

Capa de Revista: Vicente Piacentini em ação nas ondas. Entubando para registrar o momento – Foto: divulgação vicente surfCapa de Revista: Vicente Piacentini em ação nas ondas. Entubando para registrar o momento – Foto: divulgação vicente surf

2-Você chegou a disputar campeonatos de surf. Conta pra gente como foi essa época.

Vicente Piacentini: “Sim! Fui atleta amador por muitos anos. Disputei alguns circuitos nacionais representando SC junto com a Equipe Catarinense de Surf Amador. Cheguei a disputar duas etapas do Circuito Mundial de Surf Profissional (WQS), uma na Argentina e outra no Uruguai. Mas logo no primeiro ano disputando o Circuito Profissional Catarinense, eu quebrei o pé treinando aqui no Campeche, no Riozinho. Lá a onda é forte e perigosa.

Meu pé demorou um ano pra recuperar totalmente e nesse momento achei melhor abandonar as competições. Até participei de um evento ou outro, depois disso, mas o foco já estava mais pra diversão do que pra seguir competindo. Foram anos muito bons da minha trajetória, conheci muitos lugares e pessoas incríveis. Tive a oportunidade de disputar baterias com alguns dos meus ídolos no surf, como por exemplo o mestre Fábio Gouveia”.

Surf, lual e altas sonzeira rolando no Campeche. “Vem me Encantar”, é um dos mais recentes clipes de Vicente Piacentini.

3-Falando agora de música. Você é um artista que sempre está lançando singles, clipes, álbuns e tem sempre uma agenda de apresentações, movimentada. Quais os projetos para o segundo semestre?

Vicente Piacentini: “Tenho alguns projetos muito interessantes em andamento. Um single, que se chama “A Percepção”, que está em fase final de produção. Tem também um EP que estou gravando com a banda CAMBAL, que é formada pelo meu irmão Felipe Piacentini e meu amigo Marcelo Colin. São meus parceiros desde sempre, começamos a tocar juntos na adolescência e conseguimos manter, dentro das possibilidades de cada um, a música rolando entre nós.

Esse EP vai ter 4 faixas e vai se chamar ‘Campeche Balance’. Uma referência da nossa visão sobre o bairro que crescemos e vivemos até hoje. Provavelmente vamos fazer uma Live e um show de lançamento”.

“Mergulhando”: Clipe gravado em uma trip de surf para a Costa Rica com a esposa Juliana Pina. Na bagagem as pranchas e o ukulele.

4-Acompanhando o teu trabalho musical é fácil perceber que você tem um cuidado especial na parte áudio visual da carreira e também, que sempre tem muito surf nos teus clipes!!!

Vicente Piacentini: “Com certeza! Hoje em dia não lanço nenhuma música sem um vídeo junto. Nem sempre rola de fazer um videoclipe, mas algum vídeo tem que ter. Acredito que as imagens ajudem bastante na identificação com a música, com a mensagem da letra. Então procuro, sempre lançar música e vídeo juntos ou pelo menos logo em seguida. Acredito muito na força do áudio visual”.

O surf sempre aparece nos clipes de Vicente Piacentini e muitas vezes é inspiração para a letra da canção, como em “Pegadas Salgadas”.

5-Pra gente terminar: Hoje em dia a música inspira o surf? Ou o surf inspira a música?

Vicente Piacentini: “Acho que as duas coisas. O surf inspira a música e há músicas, que inspiram o surf. O surf é praticado na água do mar, água salgada e só de entrar na água, de estar nesse ambiente natural, já é renovador e inspirador. Muitas das minhas músicas nasceram depois de uma boa sessão de surf.

Agora no quesito ‘música que inspira o surf’, eu dividiria em duas categorias: a primeira um som mais pegado, mais atitude pra antes da sessão de surf; e a segunda um som mais calmo, mas zen pra depois da sessão de surf.

De toda forma, o surf e a música sempre caminharam juntos na minha trajetória, não consigo vislumbrar uma coisa sem a outra. Talvez seja nesse ponto onde as ondas sonoras são surfadas, e as ondas do mar são ouvidas que eu encontro meu ‘norte’, defino minha arte e recarrego meu coração”.

Surf e música na trajetória desse artista do Campeche – Foto: divulgação vicente piacentiniSurf e música na trajetória desse artista do Campeche – Foto: divulgação vicente piacentini

Surf e Música: A discografia de Vicente Piacentini

ÁLBUNS:

Reggae-se (2021)

Simples Soul (2018)

Suave (2017)

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