Ator e diretor Max Reinert morre por inflamação pulmonar em Itajaí

Max Reinert estava internado e morreu nesta segunda-feira (31) em decorrência de uma pneumocistose

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Redação ND Itajaí

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O ator e diretor de teatro, Max Reinert, morreu nesta segunda-feira (31) em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina. Aos 50 anos, ele estava internado no Hospital Marieta e não resistiu a complicações de uma pneumocistose, inflamação pulmonar que prejudica o sistema respiratório.

Max foi velado no hall do Teatro Municipal de Itajaí, às 23h de segunda (31), sendo que a cerimônia de despedida está marcada para às 13h30 de terça-feira (1º). Em luto ao artista, a Fundação Cultural do município não atenderá ao público e as atividades de artes cênicas do programa Arte nos Bairros estão canceladas nesta terça.

Artista morreu aos 50 anos por complicações de uma pneumocistose – Foto: Secom Itajaí/Reprodução/NDArtista morreu aos 50 anos por complicações de uma pneumocistose – Foto: Secom Itajaí/Reprodução/ND

Max teve papel fundamental na região do Litoral Norte e Alto Vale de Santa Catarina, influenciando a cultura local e nacional. Ele participou de diversos festivais no Brasil e no exterior, levando espetáculos a Portugal, Chile, Argentina, Paraguai e Venezuela, onde recebeu diversas indicações e prêmios.

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Integrante da Téspis Cia. de Teatro desde a fundação em 1993 e titular da Câmara Setorial de Teatro e Circo, do Conselho Municipal de Políticas Culturais de Itajaí, Max Reinert deixa dois irmãos e a parceira Denise da Luz, que o acompanha desde a fundação da Téspis.

Carreira de Max Reinert

Desde 1990 ele ministrava cursos e oficinas para crianças, adolescentes, adultos e professores nas áreas de interpretação, confecção e manipulação de bonecos. Foi coordenador técnico da Mostra Internacional de Teatro de Grupo em Itajaí, entre 2001 e 2004; neste mesmo período fez parte do Conselho Municipal de Cultura e presidiu a Associação Itajaiense de Teatro.

Durante a formação acadêmica, estudou vários aspectos das artes cênicas por meio de oficinas e seminários, com renomados mestres do Brasil e do exterior. Como ator participou de diversas peças, já como diretor realizou espetáculos com a Téspis Cia. de Teatro e outras produções.

Max também trabalhou com grupos vocais e músicos, além de espetáculos que reúnem teatro, música e dança. Ainda, em 2013 ele lançou o livro “Primeiras Obras”, pela Editora MultiFoco (Rio de Janeiro), dentro do selo Dramaturgias.

O diretor teve seu texto Índice22 selecionado para o Edie (Encontro Internacional de la Dramaturgia Emergente), produzido pelo Corredor Latinoamericano de Teatro de Grupo. Realizou ainda a direção de arte para alguns curtas-metragens produzidos em Itajaí e co-protagonizou o curta Nego Dean, com direção de Lallo Bocchino.

Em 2020, por conta da pandemia, voltou a produção para o ambiente virtual, onde realizou versões das obras da Téspis . Em 2021, dirigiu o seu primeiro curta de ficção Matador de Cachorro, selecionado para o Festival de Cinema de Jaraguá do Sul (SC), para o Global Indie Film Festival, em Glasgow (Reino Unido), para o First-time Filmmaker Sessions, Lift-Off Festival 2021, em Buckinghamshire (Reino Unido).

Seu texto Blow Me Up, ou Um ensaio sobre a natureza dos Homens Bomba, foi selecionado para edição pela Editora Urutau. O espetáculo Vida Seca, dirigido por ele, foi indicado para o 15° Prêmio APTR (Associação dos Produtores de Teatro) na categoria Melhor Espetáculo Adaptado Editado.

Ainda, até 2021 ele foi professor de teatro do programa Arte nos Bairros, em Itajaí.

A PrismaCultural, empresa cultural de Brusque, no Alto Vale, também lamenta profundamente o falecimento do ator e diretor, que no município foi curador da 4ª edição do BQ(en)cena e responsável por diversas produções.

Naquela temporada teatral, em setembro de 2022, foi mediador do encontro Conversa Produtiva, com a Cia Cobaia Cênica e grupos de teatro de Brusque e Guabiruba. Nele, tratou sobre a manutenção de grupos teatrais profissionais e discutiu sobre a formação dos artistas locais.

Conforme o produtor da PrismaCultural, Sérgio Valle, “além de um grande talento artístico, perdemos um grande incentivador da cultura local e nacional. Max Reinert sempre atuou em prol do fomento da cultura e eram um artista vibrante, um amigo para quando mais precisamos”.

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