‘Alienígena?’: Nasa flagra objeto ‘bizarro’ no espaço mais quente que o sol

Cientistas descobriram um estranho objeto celeste que está orbitando o espaço de forma diferente

Foto de Ana Schoeller

Ana Schoeller Florianópolis

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Um estranho corpo celeste superquente está quebrando recordes e desafiando a compreensão dos astrônomos sobre a fronteira entre estrelas e planetas.

Estranho objeto foi flagrado pela Nasa Anã marrom é mais quente que o sol – Foto: Reprodução/Nasa/ND

A descoberta, feita por cientistas da Nasa, coloca “em xeque” o estudo da astrofísica em todo o mundo e está intrigando os profissionais.

O objeto, chamado WD0032-317B, é uma anã marrom – um tipo de “protoestrela” gasosa e brilhante. As anãs marrons normalmente têm uma composição atmosférica semelhante à de Júpiter, mas são 13 a 80 vezes maiores.

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De acordo com o astrofísico Alexandre Zabot, o diferencial desta anã marrom é que ela forma um par binário com uma estrela já morta, chamada de Anã Branca.

“Em geral as Anãs Marrons são bem frias, mas esta é quente”, fala.

Os pesquisadores mediram a temperatura da superfície do objeto e descobriram que era de 13.900 F (7.700 °C). Isso é quente o suficiente para que as moléculas em sua atmosfera se desfaçam em seus átomos componentes. Também é vários milhares de graus mais quente que a superfície do nosso sol.

Isso deveria ser impossível para uma anã marrom. Mas os pesquisadores descobriram que o objeto recebeu ajuda da estrela que orbita. WD0032-317B está extremamente perto de seu sol, uma estrela anã branca ultraquente – tão perto que seu ano dura apenas 2,3 horas.

A proximidade significa que o WD0032-317B está bloqueado por uma sombra, com um lado sempre voltado para sua estrela , enquanto o outro está voltado para longe, de acordo com o jornal científico Science Alert.

Por causa disso, a anã marrom é superaquecida apenas de um lado; embora a temperatura do seu “lado diurno” atinja 7704 °C, seu “lado noturno” é comparativamente ameno de 1.000 a 2.700 C.

Gigante

Zabot aponta que esta é possivelmente uma das maiores anãs-marrons já descobertas.

O profissional diz que a descoberta é muito importante para o estudo da astrofísica.

“Dá para aprender muito mais sobre a evolução e estrutura de estrelas. No caso, por ser um objeto intermediário entre estrelas e planetas, uma anã marrom, conseguiremos aprender sobre esse caso que é mais complicado”, finaliza.

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