A implantação do 5G promete revolucionar a forma de utilizar internet nos mais diversos dispositivos. Segundo a Acate (Associação Catarinense de Tecnologia), Santa Catarina é o segundo Estado brasileiro com o maior numero de cidades que realizaram a “limpeza” na faixa 3,5 GHz e estão aptas a implementar o serviço.
A internet 5G promete revolucionar a forma de utilizar a internet nos mais diversos dispositivos, mas ainda precisa de adequações para o pleno funcionamento. – Foto: Getty Images/iStockphoto/NDContudo, mesmo com o avanço da tecnologia e a adequação das normas caminhando a passos largos, por que ainda percebemos tanta lentidão ao navegar na internet? A resposta para essa pergunta fica à cargo do líder do Grupo Temático 5G da Acate, Fernando Gomes de Oliveira, que esclarece alguns pontos importantes dessa tecnologia.
A internet 5G, chamada de 5ª geração das redes móveis, é uma grande evolução das tecnologias de comunicação sem fio. Ela é capaz de oferecer velocidade mais rápida, maior capacidade de conexão e uma menor latência (tempo de envio de dados entre um servidor e o usuário) em comparação com as gerações anteriores 2G, 3G e 4G.
SeguirConforme os dados da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), dos 295 municípios de Santa Catarina, 187 já contam com a faixa de 3,5 GHz “limpa” para implantação da tecnologia. Além disso, 37 cidades estão com o planejamento aprovado para adequação e liberação da faixa de 3,5 GHz, e 71 municípios ainda dependem de planejamento.
Cobertura do 5G deve abranger cerca de 7,3 milhões de pessoas em Santa Catarina. – Foto: Anatel/Divulgação/NDA internet 5G precisa de mais antenas?
Conforme observado por Oliveira, a efetiva expansão do 5G requer um aumento significativo na instalação de antenas. De acordo com o especialista, a 5ª geração da tecnologia de internet móvel demanda a implantação de aproximadamente 5 a 10 vezes mais antenas em comparação com a infraestrutura da rede 4G.
Desta forma, as empresas provedoras de internet que estão se adequando à tecnologia do 5G fazem uso das estruturas antigas, o que limita consideravelmente a cobertura e a conexão. A antena do 5G opera em uma frequência diferente das antenas de 3G e 4G, que trabalham nas frequências de 2.100 MHz e 2,5 GHz, respectivamente.
Com relação às antenas, segundo Oliveira, essas estruturas poderão se confundir com a arquitetura urbana. O especialista aponta que as antenas poderão ser instaladas em postes de iluminação pública por exemplo, descartando a ideia da instalação dos dispositivos nos topos dos edifícios.
Além disso, Oliveira também salienta que a internet 5G não foi pensada e desenvolvida para o uso apenas em smartphones. O especialista aponta que isso é apenas a ponta do iceberg, que a internet 5G poderá abrir portas para criar cidades superinteligentes, transformar a indústria e o agronegócio, dentre outros mercados, habilitando processos altamente automatizados com velocidades incríveis.