Empresários africanos marcam presença em Startup Summit: ‘inovação é pluralidade’

Um grupo de inovadores de Cabo Verde, um país do continente africano, estava presente no Startup Summit e contou ao ND+ a importância de pessoas pretas na tecnologia

Foto de Ana Schoeller

Ana Schoeller Florianópolis

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Um grupo de pessoas de Cabo Verde, no continente africano, estava prestigiando o segundo dia do Startup Summit 2023 nesta quinta-feira (24). Em entrevista ao portal ND+ trabalhadores do “Instituto de Pró-Empresa”, uma instituição do país, falou sobre representatividade de pessoas pretas na tecnologia.

Startup Summit 2023 reúne pessoas de todo o mundoEmpreendedores estavam no Startup Summit 2023 – Foto: Ana Schoeller/ND

“Tecnologia é pluralidade. Sendo assim, precisamos sempre fomentar as diferenças. Estar aqui hoje é muito importante”, conta o presidente do Instituto, Edney Samir Sanches Cabral.

Além de Cabral, Benilde Pereira Carvalhal, colega de trabalho do presidente, estava no evento. Ela já esteve outras vezes no Brasil, mas fomentou a importância da visita.

“Estamos aqui fazendo contatos. Visitando empresas e conversando. Nossa ideia é fazer algum tipo de cooperação com o próprio Sebrae”, explica.

Vozes silenciadas do silício

De acordo com o levantamento Potências Negras Tec, 59% dos negros não trabalham na área de tecnologia, mas têm interesse em atuar nela. Entre os negros que estudam tecnologia, apenas 41% atuam na área. A pesquisa contou com a participação online de 2.693 pessoas (1.528 negras e 1.165 de outras raças), entre junho e julho de 2021.

Mais de dois em cada 10 negros entrevistados não têm interesse em estudar na área pois não enxergam oportunidades, porém 79% deles dominam o inglês, língua geralmente pedida para estas vagas.

No último ano, em entrevista ao portal ND+, a coordenadora e cofundadora do Movimento Morro do Silício e vice coordenadora do comitê de diversidades da Acate, Cleuse Soares, explicou que a diversidade traz inovação.

“Pessoas diferentes podem trazer soluções através de vivências diferentes. Hoje as empresas estão buscando trazer a diversidade visualizando os investidores também. A diversidade não é uma onda, ela veio como uma questão econômica. A pergunta não é se as empresas vão entrar nisso, mas quando vão entrar”, finaliza.

O movimento tem intenção de conectar as periferias da Grande Florianópolis ao ecossistema de inovação.  Para isso, devem aliar esse ambiente criativo do ecossistema – com dinheiro, recursos e investidores – ao potencial criativo das periferias.