Uma equipe de especialistas internacionais descobriram uma estrela localizada em outra galáxia, na Grande Nuvem de Magalhães, que se transformou em um buraco negro “adormecido”, o que torna o corpo celeste difícil de ser detectado.
Buraco Negro descoberto em outra galáxia – Foto: ESO/Divulgação/NDDe acordo com a Agência Brasil, o fenômeno é considerado um dos mais “extraordinários da astronomia” e foi constatado recentemente por cientistas de diferentes entidades internacionais.
Com base em informações de uma equipe que, por seis anos, fez observações com o VLT (Very Large Telescope) do ESO (Observatório Europeu do Sul), o Observatório Nacional explica que este é o “primeiro buraco negro de massa estelar adormecido a ser detectado fora de nossa galáxia”.
SeguirO fenômeno pode ser considerado como “adormecido” quando não emite altos níveis de raios X, que é justamente como é realizada a detecção.
O fato de que este buraco negro não está recebendo matéria de uma estrela companheira torna a pesquisa ainda mais especial, e o fenômeno mais difícil de ser medido.
Ainda de acordo com a Agência Brasil, o buraco negro e a estrela formam um sistema binário. Caso se aproximem suficientemente um do outro, pode ser que essa estrela comece a transferir matéria para o buraco negro que, então, sairia do estado adormecido em que se encontra.
Apesar de não serem visíveis por conta da grande gravidade, atraem (ou distorcem) até mesmo a luz. Dessa forma, os buracos negros podem ser percebidos matematicamente pela influência em que exercem em outros corpos celestiais.
Segundo o Observatório Nacional, o buraco negro em questão tem aproximadamente 10 vezes a massa do Sol e a estrela que o acompanha tem 25 vezes a massa solar.
“Há mais de dois anos que andamos à procura destes sistemas binários com buracos negros”, diz a coautora do trabalho Julia Bodensteiner, pesquisadora do ESO, na Alemanha.
Outro coautor do estudo, Pablo Marchant, da KU Leuven, diz ser surpreendente o tão pouco que se sabe a respeito de buracos negros adormecidos, “dado o quão comuns os astrônomos acreditam que eles sejam”, complementa.
A equipe observou quase mil estrelas massivas na região da Nebulosa da Tarântula, localizada na Grande Nuvem de Magalhães, durante o estudo na busca por alguma que tivesse um buraco negro como companheiro.
*Com informações da Agência Brasil