A inteligência artificial vai roubar empregos? Você pode lamentar ou aprender com ela

Só se fala nela: a inteligência artificial! No entanto, será que ela tem o poder de roubar empregos? Veja o que esperar

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Rafaella Moraes Florianópolis

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Inteligência artificial é o assunto do momento e foi até eleita pelo dicionário inglês Collins como a palavra do ano de 2023. Só que como tudo que é novo, também causa medo. As pessoas agora se perguntam: “Vai roubar o meu emprego?”.

Na imagem um robô e um homem, demonstrando a chegada da inteligência artificial Essa imagem foi criada utilizando uma inteligência artificial — Foto: Mojo AI/ND

Segundo um relatório recente do Fórum Econômico Mundial sobre as perspectivas futuras do trabalho, é previsto que aproximadamente 23% dos empregos sofram alterações substanciais nos próximos cinco anos. Isso representa cerca de um quarto das funções laborais.

Por tanto, é inevitável, não dá para nadar contra a maré. É preciso escolher entre aprender ou lamentar.

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“É importante que tenhamos em mente que uma ferramenta de IA, sem o humano, de nada vale”, garante Filipe Bento, CEO da Br24 de Florianópolis.

Imagem do Filipe Bento, ele usa óculos e tem barbaPara o CEO, a IA ainda depende dos humanos em diversos aspectos – Foto: Br24/Divulgação/ND

Para Bento, estamos falando de sistemas que atuam como ajudante das pessoas em algumas tarefas, reduzindo processos repetitivos e burocráticos, diminuindo erros e falhas, eliminando o retrabalho e permitindo uma melhor organização interna.

Ele argumenta que, dado que as máquinas são incapazes de manifestar criatividade, pensamento, emoção e, inclusive, gerar soluções inovadoras que compreendam e atendam às demandas contemporâneas, a presença humana continuará sendo indispensável nas áreas de gerenciamento, planejamento, coordenação e criação.

Como se preparar para a era da inteligência artificial?

Embora haja transformações iminentes, tanto indivíduos quanto organizações precisam se preparar para essas mudanças.

Foto de uma mão de robô em um fundo de tecnologiaSaiba como usar a tecnologia para o seu benefício – Foto: Pexels/Divulgação/ND

“Tudo com o propósito de entregar um produto ou serviço de mais qualidade ao cliente final. De forma alguma podemos pensar a inteligência artificial como uma ameaça aos empregos”, ressalta.

Nesse contexto, o CEO apresenta as seguintes orientações para evitar contratempos:

1. Inicie gradualmente:

Ao dar início ao processo, é crucial começar em uma escala pequena. Isso simplifica a adaptação e reduz o risco de interferência ou interrupção de outros processos de negócios. À medida que avançam, a empresa e os colaboradores se familiarizam progressivamente com a inteligência artificial.

2. Identifique os setores de implementação:

Para uma transformação digital bem-sucedida, é essencial identificar os setores nos quais as ferramentas devem ser aplicadas. Isso requer uma avaliação detalhada das especificidades das áreas que mais se beneficiarão com a implementação digital.

3. Capacite a equipe e/ou se capacite:

Ter as ferramentas de inteligência artificial mais avançadas não é eficaz se os colaboradores não estiverem devidamente capacitados para aproveitá-las ao máximo.

4. Consulte especialistas no assunto:

Além de contribuir para o desenvolvimento de algoritmos, um especialista no assunto pode auxiliar os gestores na identificação dos departamentos mais adequados para a implementação da inteligência artificial.

E muito mais que isso, podem desempenhar um papel crucial no gerenciamento e na manutenção dos dispositivos.

Inteligência artificial foi o principal assunto do RD Summit 2023

IA foi o assunto principal no RD Summit 2023 – Foto: Green Fotografias/Divulgação RD Summit/NDIA foi o assunto principal no RD Summit 2023 – Foto: Green Fotografias/Divulgação RD Summit/ND

O assunto principal do evento que aconteceu nos dias 8, 9 e 10 de novembro, em São Paulo, foi a nova tecnologia e o impacto nos negócios.

No último dia do RD Summit, a palestra de Martha Gabriel, renomada especialista em marketing digital, se destacou ao abordar o conceito de futurismo. Ela discutiu o desafio de se manter preparado para o futuro e as habilidades necessárias para antecipar cenários, enfatizando a importância do pensamento crítico, adaptabilidade e humanidade, indo além do estudo do passado.

Amanda Graciano, LinkedIn Top Voice e especialista em Inovação, compartilhou percepções sobre o futuro dos negócios, destacando a interconexão entre presente e futuro.

Ela observou mudanças significativas, como o aumento dos gastos em experiências, a ênfase na sustentabilidade e a economia compartilhada, instando as empresas a avaliar e adaptar suas estratégias diante dessas transformações. Amanda salientou que o futuro não será apenas sobre trabalhar mais, mas de maneira diferente, enfatizando a importância da inovação, agilidade e ética para as empresas líderes de mercado.

Dado Schneider, renomado pesquisador e professor com experiência em agências de propaganda de destaque, trouxe uma palestra sobre as mudanças na sociedade e as características das diferentes gerações.

Ele falou desde os Baby Boomers até a chamada “Geração IA”, composta pelos jovens que crescem em um mundo onde a Inteligência Artificial é prevalente.