O mesmo pedacinho de terra perdido no mar de mistérios e misticismo, com rendeiras e benzedeiras, é agora um dos principais pólos de inovação do Brasil. É com essa mistura entre cultura e tecnologia que Florianópolis chega aos 349 anos de uma história riquíssima.
Tecnologia e cultura são combustíveis para Florianópolis – Foto: Anderson Coelho/Arquivo/NDPara o artista plástico e pesquisador Jone Cezar, a Capital “é um poço de etnia. Vai vir o indígena, o nosso afro, o vicentista, o português do Continente, o açoriano. Depois, vão chegando italianos, poloneses, judeus, alemães. Quando essas pessoas vêm e se juntam nesse lugar, esses misticismos vão ganhando outras roupagens”.
O pescador que sai para tarrafear a garoupa, assim como seus antepassados, é o mesmo que se depara com uma realidade em constantes transformações. Florianópolis agora é território da novidade, da inovação e da tecnologia. passado e futuro, num grande esforço que começou décadas atrás.
“É um trabalho construído há mais de 40 anos por diversos atores, sejam eles das universidades, sejam empreendedores, prestadores de serviços, governo, instituições, que fizeram com que nós criássemos uma verdadeira máquina de fazer empreendedores”, relembrou o presidente do Sapiens Parque, Daniel Leipnitz.
As regiões da Ilha da Magia ganham um novo cenário, agora reconhecido como o Vale do Silício latinoamericano. Prédios e espaços compartilhados. “Esse partilhamento faz com que as pessoas e as empresas evoluam de uma forma muito mais rápida”, explicou o presidente do Sapiens Parque.
Nossa cultura se cruza com a ciência no exato momento em que vivências são fundamentais para buscar soluções tecnológicas. “Eu vou usar essa tecnologia avançada e atual para mostrar a minha identidade, de Florianópolis, da Ilha de Santa Catarina, dessa cidade linda que é a nossa Capital”, falou Jone Cezar.
Conforme Leipnitz, “a inovação está na rua. Ela está na fila de uma UPA, dentro do ônibus, num buraco, numa praça”.
Os trabalhadores da Ilha da Magia e do Silício encontram no Centro da cidade a demanda pela revitalização e a possibilidade de expansão do pequeno território que antes se concentrava no Norte da Ilha. É a união entre história, cultura e desenvolvimento.
“As pessoas querem trabalhar, morar, se divertir, levar suas crianças para estudar, tudo num raio de 15 minutos de caminhada. Esse é o conceito moderno de cidade”, afirmou Leipnitz.
A Ilha do Silício se funde à Ilha da Magia usando a tecnologia como suporte e a cultura como combustível.
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