Por engano, pai tenta controlar internet dos filhos e derruba conexão de toda cidade

Interferência afetou serviços de telefone e internet em todas as bandas de frequência móvel entre meia-noite e 3h

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Redação ND Florianópolis

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De acordo com informações da ANFR (Agência Nacional de Frequências da França), um pai usou um bloqueador de sinal para controlar o uso da internet de seus filhos e acabou com a conectividade de uma cidade inteira por engano. O fato aconteceu no município de Messanges, na França.

Segundo a ANFR, a operadora de telefonia móvel reclamou de interferência que afetou os serviços de telefone e internet em todas as bandas de frequência móvel da cidade. Os serviços eram cortados entre meia-noite e 3h. As informações são do site Mundo Conectado.

Smartphone – Foto: Bruno de Los Santos/Fotos Públicas/Divulgação/NDSmartphone – Foto: Bruno de Los Santos/Fotos Públicas/Divulgação/ND

Enquanto os moradores dormiam, um membro local da ANFR começou a investigar o caso. O equipamento de detecção de sinal levou a uma casa próxima da costa. Como era de madrugada, a polícia não pôde fazer a intervenção. No dia seguinte, o investigador voltou com a força policial.

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Bloqueador

O dono da casa reconheceu que estava usando um bloqueador de sinais, comprado via internet. O dispositivo é capaz de neutralizar tanto a rede de telefonia móvel quanto o Wi-Fi.

Mas por que o dispositivo só funcionava entre meia-noite e 3h? De acordo com o pai, o equipamento foi instalado para proibir os adolescentes de acessar a internet com seu smartphone em vez de dormir.

O pai explicou que o vício dos filhos pelas redes sociais e outros aplicativos aumentou durante a pandemia causada pela Covid-19. Apesar da boa intenção, o homem cometeu um crime, pois o uso de bloqueador não é legal na França e, como resultado, o homem pode enfrentar processos na Justiça.

Punições

As punições vão de multa de 30 mil euros e até mesmo uma pena de prisão de até seis meses. O oficial da ANFR exigiu o desligamento do aparelho e explicou o marco regulatório ao morador.

A ANFR elaborou relatório de delito e solicitou a entrega do equipamento à polícia ou a apreensão. O Ministério Público acatou o pedido e solicitou que o acusado fosse convocado e entregasse seu bloqueador.

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