Robô produzido em Joinville vai melhorar produtividade de montadora

O Snake foi desenvolvido por pesquisadores dos Institutos Senai de Inovação e será aplicado pela GM

Raquel Schiavini Schwarz Joinville

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Um robô desenvolvido em Joinville que tem movimentos de um braço e a agilidade de uma cobra promete ampliar a produtividade dentro da montadora GM (General Motors).

Batizado de Snake, o robô é resultado do trabalho de pesquisadores dos Institutos Senai de Inovação em Sistemas de Manufatura e em Processamento a Laser com apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).

Robô Snake tem movimentos de um braço e a agilidade de uma cobra – Foto: Marcelo Kupicki/Divulgação NDRobô Snake tem movimentos de um braço e a agilidade de uma cobra – Foto: Marcelo Kupicki/Divulgação ND

A GM identificou a possibilidade de melhoria em sua linha de produção e apresentou o desafio ao Instituto Senai, que passou a desenvolver o projeto em 2017. Mais uma parceria pela inovação visando proporcionar ganhos para a indústria estava firmada.

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Nesta quinta-feira (20), o robô foi apresentado no Instituto Senai de Inovação, em Joinville, durante o Workshop Ferramentaria 4.0 como um caso de sucesso de projetos apoiados pela Embrapii, que financia iniciativas como esta.

Projeto de biomimetismo, em que a engenharia se espelha e busca na natureza soluções para problemas práticos, com a cinemática de serpentes transpondo obstáculos, o robô Snake foi desenvolvido para executar tarefas em locais de difícil acesso ou em espaços restritos.

Se caracteriza, principalmente, pela agilidade e flexibilidade nas suas operações. Desta forma, cada unidade do robô pode substituir de dois a quatro robôs convencionais, tornando, assim, o ciclo de produção mais rápido e econômico.

O gerente de inovação da engenharia de manufatura da GM América do Sul, Carlos Sakuramoto, disse que o robô é uma solução global, inédita, da montadora. Destacou, ainda, que a GM não deverá produzir o robô em escala, devendo repassar a outras empresas e já tem um investidor brasileiro interessado.

Robô pode ser adaptado a diferentes aplicações, como pintura, montagem de sistemas complexos, soldagem e inspeção de máquinas – Foto: Marcelo Kupicki/Divulgação NDRobô pode ser adaptado a diferentes aplicações, como pintura, montagem de sistemas complexos, soldagem e inspeção de máquinas – Foto: Marcelo Kupicki/Divulgação ND

Pela sua concepção, o robô pode ser adaptado a distintas aplicações, como pintura, montagem de sistemas complexos, soldagem e inspeção de máquinas e equipamentos da indústria aeronáutica, petróleo e gás e automotiva.

O robô Snake, apresentado nesta quinta, já é uma versão atualizada do primeiro protótipo, e ganhou novas funcionalidades em relação à versão anterior, que foi exposta em eventos da área de robótica.

Segundo o Senai, é o terceiro protótipo, avanço natural dentro das etapas de desenvolvimento de um projeto de inovação.

Por enquanto, o Snake segue em testes de laboratório e só deve ir para testes na fábrica (células piloto) em meados deste ano.

“Temos aqui um exemplo de uma multinacional que trouxe ao Senai o desenvolvimento de um projeto estratégico de seu processo de produção, utilizando-se da parceria com órgãos de fomento, como é a Embrapii”, disse o diretor de Inovação da Fiesc, José Eduardo Fiates.

Parceria estratégica

Para ele, o processo de inovação em parceria com empresas de grande porte ou multinacionais não é simples. “A Fiesc tem o propósito de ser relevante e de que seus parceiros estratégicos tenham uma percepção de valor”.

O pesquisador-chefe dos Institutos SENAI em Joinville, Luiz Gonzaga Trabasso, destacou que “todo projeto que roda nesta casa parte de uma demanda da indústria”.

Já o vice-presidente da Fiesc para a região Norte Nordeste, Evair Oenning, salientou que o desenvolvimento do robô demonstra a integração entre institutos de inovação, a indústria e instituições de fomento à pesquisa.

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