VÍDEO: Organização alemã lança Nave Espacial Vulva em resposta aos “foguetes fálicos”

Com a Nave Espacial Vulva, a agência reivindica diversidade nas conquistas espaciais, mas também meios de sustentabilidade

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Redação ND Florianópolis

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A organização alemã “Wer braucht Feminismus?” – em português, algo como “Quem precisa de Feminismo?”-, desenvolveu o projeto da Nave Espacial Vulva. Seria a primeira espaçonave com forma da parte externa do órgão genital feminino. A idéia, entre outras coisas, é reivindicar diversidade nas conquistas espaciais”, diante da proliferação de foguetes em formatos fálicos masculinos.

Organização alemã busca apoio para projeto da Nave Vulva – Foto: ReproduçãoOrganização alemã busca apoio para projeto da Nave Vulva – Foto: Reprodução

Além dessa simbologia, os cientistas por trás do design dizem que é mais sustentável e aerodinâmico do que seus equivalentes mais longos. Assim, é também uma resposta ao “tradicional formato da genitália masculina, comum nas naves que exploram o espaço”.

Paralelamente, a WBF lançou uma petição que visa recolher 500.000 assinaturas. Com isso, a entidade quer fazer frente para defender a igualdade de gênero na Agência Espacial Europeia.

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Aerodinâmica

A Dra. Lucia Hartmann, chefe da WBF Aeronautics e inventora da nave espacial Vulva, diz em um vídeo: “A forma é surpreendentemente aerodinâmica, criando muito menos atrito quando o veículo atravessa a atmosfera”.

“Vivemos em um mundo que enfrenta uma pandemia e uma crise climática que ameaça a nossa existência. Enquanto isso, milionários lançam naves ao espaço em forma da genitália masculina. Essa é uma questão importante, que nos levou ao projeto”, diz a cientista.

“O formato em ‘V’ otimizado garante a máxima eficiência de combustível. E seu exterior é feito de carbono reforçado, permitindo que suporte as temperaturas mais extremas”, ressalta Lucia Hartmann.

Intenção também visa sensibilizar a Agência Espacial Europeia – Foto: ReproduçãoIntenção também visa sensibilizar a Agência Espacial Europeia – Foto: Reprodução

Mais que uma nave

Jasmin Mittag, fundadora do WBF e gerente de campanha dá mais detalhes sobre a iniciativa:

“O espaço é para todos. Com nossa missão, provamos ao mundo que a igualdade de gênero tem até um lugar no espaço. Não estamos apenas inspirando viagens espaciais, mas também reescrevendo a narrativa de gênero”.

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