A passagem do tufão Doksuri neste domingo (30) em Pequim, deixou a capital chinesa com escolas fechadas, atividades culturais canceladas e registros de transbordamento de rios.
Nas Filipinas, após passagem do tufão, moradores transportam pertences para evitar mais perdas devido a passagem de Tufão. – Foto: Earvin Perias/AFPMesmo sem vítimas fatais, as autoridades chinesas reforçaram as medidas contra inundações. Alguns pontos turísticos de grande relevância como a Cidade Proibida e parque de diversões da Universal Studios precisaram ser fechados temporariamente.
O Centro Nacional de Artes Cênicas cancelou a programação, museus e bibliotecas também suspenderam as atividades, bem como estabelecimentos comerciais em subsolos, por conta da possibilidade novos alagamentos.
SeguirA previsão é que a China permaneça em alerta vermelho até a tarde desta segunda-feira (31), para chuvas em grande escala na região norte do país, onde há um alto número populacional, incluindo Pequim, com cerca de 22 milhões de habitantes, além da metrópole vizinha de Tianjin, a província fronteiriça de Hebei, Shanxi, Shandong, ao leste e Henan no centro.
Alerta vermelho na China. Moradores se protegem durante passagem de chuvas torrenciais causadas por tufão. – Foto: Pedro Pardo/AFPAo sudoeste de Pequim, em Boading, motoristas recorreram à ajuda de policiais para circular em entradas parcialmente alagadas. A prefeitura da capital determinou a alunos e professores que frequentam atividades extracurriculares do período de férias de verão nas escolas, que voltassem para casa.
Mais de 27 mil pessoas vivem em áreas de risco em Pequim, cerca de 20 mil foram resgatadas em Shijiazhuang.
O alerta é para nível 2, segundo informado pelo Ministério dos Recursos Hídricos, por conta do risco de inundações. Alguns rios podem ultrapassar a margem de segurança, e o alerta também serve para deslizamentos de terra que podem ser registrados em regiões montanhosas.
Nos arredores de Pequim, um rio chegou a transbordar e provocou uma torrente; 62 casas foram evacuadas na véspera do acontecimento, o que evitou vítimas fatais.
O governo também reforçou para que a população só saia de casa em caso de necessidade e também pediu às empresas que “não obriguem os seus trabalhadores a se deslocarem”, uma vez que as condições ainda são de alerta.