O Brasil teve o julho mais quente dos últimos 70 anos, segundo dados do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). Segundo a pasta, os primeiros registros são de 1961, e desde então o país não ficava tão quente. Como não eram estudadas as temperaturas anteriores a 1961, o período pode ser ainda maior que 70 anos.
Brasil teve julho mais quente dos últimos 70 anos – Foto: Reprodução/Inmet/NDSegundo a pasta, as temperaturas no Brasil foram superiores, ficando entre 12°C e 24°C. Houve uma predominância de desvios positivos de temperatura média em grande parte do Brasil, registrando valores de até 3°C acima da média, desde o sul da Região Norte, passando pelo Centro-Oeste, até a Região Sul.
No mês de julho a temperatura média do país foi de 22°C. Nos últimos 15 anos, a temperatura vem aumentando durante este mês, segundo o Inmet.
SeguirEm Santa Catarina o registro não foi diferente. O mês que costumava ser quente ficou com temperaturas elevadas, chegando a mais de 30°C em algumas regiões do Estado.
Frente fria chega, mas segue quente em Santa Catarina
Segundo a Defesa Civil de Santa Catarina, nesta segunda-feira (7), a aproximação de uma frente fria pelo Rio Grande do Sul favorece o aumento de nebulosidade em Santa Catarina ao longo do dia, e a partir da tarde há condições para temporais isolados.
Apesar da frente fria, as temperaturas seguem elevadas. O dia amanhece com temperaturas variando entre 15°C e 19°C no Extremo Oeste, Oeste e Litoral. Já tarde, a condição pré-frontal faz com que as máximas oscilem entre 30°C e 32°C da Grande Florianópolis ao Litoral Norte. Nas regiões de divisa com o Rio Grande do Sul, as máximas ficam entre 21°C e 24°C.
Santa Catarina vive verão fora de época – Foto: Ricardo Wolffenbüttel/SECOM/NDJá na terça-feira (8) as temperaturas diminuem um pouco. A presença de instabilidades atmosféricas promete manter o tempo chuvoso no Estado, especialmente do Meio-Oeste ao Litoral.
No amanhecer as temperaturas marcam de 9°C a 15°C. A pasta explica ainda que com o predomínio de nebulosidade, as máximas não sobem muito, e ficam abaixo de 20°C na maior parte do estado, com exceção do Extremo Oeste, onde alcançam 22°C. Nas áreas mais altas entre o Meio Oeste e os Planaltos, a máxima não passa de 15°C.
Vai ter chuva
Com o indicativo da formação de um El Niño de intensidade moderada a forte nos próximos meses, segundo a Defesa Civil de Santa Catarina, agosto, setembro e outubro serão marcados por chuvas mais frequentes e intensas no estado. Em relação às temperaturas, o período deve intercalar ondas de frio de menor duração e episódios mais longos de calor.
As chuvas que no inverno ocorrem principalmente por frentes frias e sistemas de baixa pressão, passam a depender, também, da combinação de calor e umidade, dando origem aos Sistemas Convectivos de Mesoescala.
Felipe Theodorovitz, meteorologista-chefe da Defesa Civil de Santa Catarina explica: “sistemas convectivos de mesoescala são aglomerados de tempestades que possuem diversas formas, podendo ser em forma de linha de instabilidade, forma arredondada e etc.”
Segundo a climatologia, agosto é o mês em que são esperados os menores acumulados de chuva do ano em Santa Catarina, oscilando em torno dos 100 mm em todas as regiões. Em setembro, a precipitação média aumenta, ficando com valores próximos a 200 mm no Oeste e 150 mm no Planalto Sul e Vale do Itajaí. Em outubro, a precipitação média chega ao seu máximo na região Oeste, com valores que ultrapassam os 200 mm, e aumentam gradualmente nas demais áreas.
Proteção e autoproteção
Por conta da chuva ser mais frequente, a condição de estiagem no Oeste e Extremo Oeste tende a diminuir. Em contrapartida, é fundamental investir na proteção e autoproteção.
Segundo a Defesa Civil, é importante verificar as condições das áreas suscetíveis a deslizamentos de terra e também a manutenção dos leitos de rios. As calhas e tubulações de escoamento pluvial também merecem cuidados. Com a entrada da primavera, é mais comum a ocorrência de temporais, além disso, de acordo com a atuação do El Niño, eles podem ser mais intensos e frequentes que o normal.