O furacão Lee, que recentemente atingiu a categoria 5 na escala Saffir-Simpson de furacões, agora foi reclassificado como uma tempestade tropical de categoria 3, com ventos máximos sustentados de 180 km/h e uma pressão central de 951 hPa. Atualmente, o centro da tempestade se encontra cerca de 800 quilômetros ao sul das Bermudas.
Briga de furacões chama atenção – Foto: Reprodução/NOAA/NDDe acordo com a Nasa, nos próximos dias, Lee deve contornar uma área de alta pressão no Atlântico Norte, seguindo uma trajetória rumo ao norte com maior velocidade. À medida que se move para essa direção, a tempestade irá aumentar em tamanho, embora seus ventos devam enfraquecer. Lee logo passará sobre águas mais frias, deixadas pelas recentes passagens dos furacões Franklin e Idalia.
Espera-se que o fenômeno atinja a costa no final de semana com a força de uma tempestade tropical. À medida que se aproxima da costa, Lee passará por uma transição para uma tempestade pós-tropical, ou seja, se tornará um ciclone extratropical.
SeguirO grande tamanho de Lee significa que a tempestade trará chuvas intensas para uma grande extensão da costa do Atlântico do Canadá e o Nordeste da Nova Inglaterra, nos Estados Unidos. Isso levanta preocupações com inundações, especialmente na Nova Inglaterra, que já teve um verão excepcionalmente chuvoso.
Enquanto isso, a tempestade tropical Margot permanece em alto-mar e não representa riscos para o continente. É importante observar que, com base na média de dados de 1991-2020, a formação do quinto furacão no Atlântico ocorre normalmente em 15 de outubro, o que indica que a temporada de furacões deste ano está mais ativa do que o habitual.
El Niño e os furacões
De acordo com a Nasa, o El Niño pode influenciar a atividade de furacões no Oceano Atlântico e em outras bacias oceânicas ao redor do mundo. Isto porque ele é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, que pode afetar os padrões climáticos globais.
Em relação aos furacões no Atlântico, o El Niño tende a aumentar o cisalhamento do vento vertical (a variação da velocidade e direção do vento com a altitude), o que pode inibir a formação e o desenvolvimento de furacões. Isso ocorre porque o cisalhamento do vento vertical pode desorganizar as tempestades tropicais em desenvolvimento, dificultando sua intensificação para furacões.
Nasa diz que El Niño pode afetar os furacões ao redor do mundo – Foto: Unsplash/Divulgação/NDDurante eventos de El Niño, é possível que a atividade de furacões no Atlântico seja menos intensa e que menos furacões se formem em comparação com anos de condições neutras ou La Niña.
No entanto, é importante notar que o El Niño é apenas um dos muitos fatores que influenciam a atividade de furacões, e outros fatores regionais e locais também desempenham um papel significativo na formação e intensificação de tempestades tropicais.
Embora o El Niño possa influenciar a atividade de furacões, não é o único fator determinante, e as previsões de furacões levam em consideração uma variedade de variáveis para fornecer projeções mais precisas.
O que são os furacões?
Os furacões são um tipo de ciclone tropical, uma poderosa tempestade rotativa caracterizada por ventos extremamente fortes e chuvas intensas. Os furacões se formam sobre águas oceânicas quentes, geralmente em regiões tropicais e subtropicais, como o Oceano Atlântico, o Pacífico e o Índico.
Eles se formam sobre águas oceânicas quentes, com temperaturas acima de 26 graus Celsius, pois a água quente fornece a energia necessária para o desenvolvimento do furacão.
Furacões influenciam diversos sistemas ao redor do mundo – Foto: Gil Obed/AFP/NDOs fenômenos geram chuvas intensas que podem causar inundações significativas, representando uma das maiores ameaças para áreas costeiras e baixas.
Os furacões são conhecidos por seus ventos extremamente fortes, que podem atingir velocidades superiores a 119 km/h (74 mph). Os ventos mais fortes estão localizados na parede do olho.
A temporada de furacões varia em diferentes regiões, mas geralmente ocorre no verão e no outono. No Atlântico, a temporada de furacões ocorre de 1º de junho a 30 de novembro.
Uma curiosidade do fenômeno é que os furacões giram no sentido anti-horário no Hemisfério Norte e no sentido horário no Hemisfério Sul devido à Coriolis, uma força resultante da rotação da Terra.
Os fenômenos são classificados em categorias de 1 a 5 na escala de intensidade Saffir-Simpson, com base na velocidade do vento. A categoria 1 é a menos intensa, enquanto a categoria 5 é a mais devastadora.