Catarinense relata momentos de desespero durante terremoto no México; veja vídeo

Empresário de Blumenau estava na capital do país com a família quando ocorreu o tremor, que teve o epicentro em Acapulco

Aline Camargo Blumenau

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Um empresário de Blumenau, no Vale do Itajaí, relatou os momentos de desespero que viveu ao lado da família durante o terremoto de magnitude 7 que atingiu o México na noite desta terça-feira (7).

Empresário catarinense relata os momentos de desespero durante terremoto de magnitude 7 no México – Foto: Reprodução/Evandro Reis/Arquivo pessoalEmpresário catarinense relata os momentos de desespero durante terremoto de magnitude 7 no México – Foto: Reprodução/Evandro Reis/Arquivo pessoal

O epicentro do tremor foi o balneário de Acapulco, que fica a 370 quilômetros da capital do país, a Cidade do México, onde está a família catarinense. Evandro Reis relatou que o terremoto durou alguns minutos, mas que a sensação foi de desespero.

“Para nós brasileiros, que isso não é comum, a sensação é desesperadora, muito, muito. A gente saiu correndo pro corredor, não pegamos nada, não deu tempo de pegar nada, eu saí descalço, o pessoal com a roupa que ‘tava'”, conta.

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Veja imagens do prédio onde estava a família catarinense:

Empresário catarinense relata os momentos de desespero durante terremoto de magnitude 7 no México – Vídeo: Evandro Reis/Arquivo pessoal

Evandro foi ao país em uma viagem de turismo com a família e já aguardava o voo para retornar ao Brasil. Ele conta que estava no quarto e percebeu as cortinas balançando, mas como o hotel fica no aeroporto, a princípio acreditou que se tratasse de alguma manobra de decolagem ou aterrissagem de aeronaves. No entanto, a dúvida durou pouco.

“Em seguida começou a ficar mais forte, o piso começou a balançar, as paredes também, a sensação é horrível […] Depois que a gente sai (do quarto) os funcionários do hotel direcionam pra uma área mais segura, aberta, e ali tu vê gente com roupa de banho, com pijama, chorando rezando, muita gente nervosa, é horrível, a sensação é desesperadora”, relembra.

Empresário catarinense relata os momentos de desespero durante terremoto de magnitude 7 no México – Vídeo: Evandro Reis/Arquivo pessoal

Após deixar o prédio, Evandro e os familiares ainda precisaram esperar um tempo do lado de fora por conta do risco de um segundo tremor, que geralmente ocorre nestes casos. Debaixo de chuva, eles esperaram até que os funcionários do hotel liberaram a entrada novamente, após a confirmação de que o segundo tremor já havia ocorrido – e que havia sido mais leve.

Quando retornou, Evandro documentou os estragos que o tremor causou no edifício. “Rachaduras no prédio, no chão, coisas quebradas, caíram coisas nos corredores… Dormir foi horrível, não teve noite, um olho aberto, outro meio aberto, sem condições”, concluiu.

Catarinenses registram estragos após o terremoto que atingiu o México nesta terça-feira (7) – Foto: Evandro Reis/Arquivo pessoalCatarinenses registram estragos após o terremoto que atingiu o México nesta terça-feira (7) – Foto: Evandro Reis/Arquivo pessoal

Reflexos em várias áreas do país

O tremor de magnitude 7 atingiu fortemente a região de Acapulco, no Estado de Guerrero, sudoeste do México, na noite da terça-feira, 7. O tremor provocou danos a prédios, deslizamentos de terra e bloqueios de estradas.

Até o momento, uma morte foi notificada. Segundo as autoridades locais, um homem morreu esmagado por um poste. Com medo do tremor, pessoas deixaram suas casas e apartamentos durante a noite.

Os reflexos do tremor foram sentidos até na capital do país, a cerca de 370 km de distância. Segundo a prefeita da Cidade do México, Claudia Sheinbaum, não há registros de danos graves no local, mas alguns pontos da capital registram falta de luz. Em comunicado, a concessionária mexicana de energia afirmou que 1,6 milhão de usuários foram afetados pelo terremoto por todo o país.

O terremoto de magnitude 7 foi inicialmente medido como 7,4 pelo Instituto de Pesquisa Geológica dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês). De acordo com o instituto, por ter sido registrado muito próximo da superfície – cerca de 12,5 km abaixo do solo – o efeito do tremor foi amplificado.

*Com informações do Estadão Conteúdo. 

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