Em questão de minutos de chuva, ruas ficaram completamente alagadas na Grande Florianópolis no início da madrugada desta terça-feira (9). Em São José, uma das regiões mais afetadas, 121 mm foram registrados só nas 24 horas que antecediam as 6h. O valor, segundo a Epagri/Ciram, corresponde a 80% de todo o acumulado esperado para a região em março.
Em Palhoça, moradores tiveram problemas em decorrência das chuvas – Foto: Divulgação/NDO município, assim como Palhoça, Itapema e Porto Belo, está entre os que estão com risco alto de deslizamentos durante esta terça-feira, segundo a Defesa Civil de Santa Catarina.
Em Palhoça, inclusive, imagens que circulam nas redes sociais expõem ruas inteiras alagadas em diferentes pontos da cidade. O volume de chuva chegou a 103 mm só nas 12 horas anteriores às 6h desta terça.
SeguirOs maiores volumes começaram por volta das 22h, se estendendo até parte da madrugada. Apesar dos alagamentos, a Defesa Civil do município informou que não foi acionada para ocorrências.
Litoral tem alerta para deslizamentos nesta terça – Foto: Defesa Civil/Divulgação/NDNo bairro Potecas, em São José, o volume de área era tão grande, por volta da meia noite, que a água desencadeou fortes correntezas. Veja o vídeo:
Já Florianópolis registrou, segundo a Defesa Civil do Estado, 99.2 mm de chuva nas 12 horas que antecediam as 6h desta terça. O resultado de tanta chuva em um curto espaço de tempo foi sentido pelos moradores, que relataram alagamentos no Norte da Ilha. A região tradicionalmente sofre com as ocorrências.
Servidão Olavio Valentim Garcia, nos Ingleses, ficou alagada – Foto: Fabio Passos/Divulgação/NDDe acordo com a Defesa Civil da Capital, houve uma queda de muro no Jardim Atlântico, na região continental, e duas casas tiveram que ser interditadas. “Sete pessoas ficaram desalojadas e foram encaminhadas para casa de amigos e parentes”, informou o diretor da Defesa Civil Municipal de Florianópolis, Luiz Eduardo Machado
No Sul da Ilha, uma árvore também caiu, durante o temporal, deixando consumidores sem energia elétrica desde a madrugada.
“A Defesa Civil trabalhou na madrugada retirando a árvore. Após isso, foi liberado o local para a Celesc trabalhar. Há uma equipe de emergência pesada, com uso de caminhão, trabalhando no local para restabelecer a energia”, informou a empresa responsável, por volta das 9h.
Apesar do cenário caótico da madrugada, a Defesa Civil estadual não recebeu solicitação de apoio por parte dos municípios. “Foram registradas ocorrências pontuais, na maior parte causadas pela insuficiência do escoamento urbano”, informaram os agentes.
Sistema
Conforme a meteorologista da Epagri/Ciram Gilsania Cruz, a chuva foi causada por uma frente fria, que está em deslocamento pelo Rio Grande do Sul, associada a um cavado próximo ao Litoral catarinense.
“Formou núcleos de instabilidade e houve pancadas de chuva forte, mas ela foi mal distribuída”, explicou Cruz. “Em alguns lugares choveu um pouco mais, principalmente aqui entre Florianópolis, Florianópolis Serrana e a parte de Camboriú”, completou.
Ao longo da manhã desta terça, a tendência é de aumento da temperatura e presença de sol na região. “A partir da tarde e noite, mais uma vez, a gente tem condições de pancadas de chuva, que podem ser fortes em alguns momentos , acumulando valores significativos, ainda com algum temporal isolado”, adiantou.