Chuvas em Rio do Sul: subida do rio Itajaí-Açu pode deixar até 55% da cidade sem energia

Defesa Civil do Estado emitiu projeção do rio Itajaí-Açu que causa preocupação em fornecimento de energia durante as chuvas

Foto de Lene Juncek

Lene Juncek Rio do Sul

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Para suprir a região do Alto Vale do Itajaí com o fornecimento de energia elétrica, a Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina) já ativou estratégias do planejamento da concessionária. De acordo com o gerente regional, Manoel Arisoli Pereira, há preocupação com o município de Rio do Sul. A Defesa Civil trabalha com uma cota de atenção do rio Itajaí-Açu em 14 metros, o que poderia afetar o fornecimento de energia na cidade.

Rio do Sul pode sofrer com falta de energia – Foto: CAUÊ LIMA/DIVULGAÇÃO/NDRio do Sul pode sofrer com falta de energia – Foto: CAUÊ LIMA/DIVULGAÇÃO/ND

“As duas subestações da Celesc estão situadas próximas da BR-470, o lado mais alto da cidade. Com o Centro, a partir de 14 metros, existe a preocupação de não conseguir suprir o fornecimento”, projeta Manoel.

A justificativa é que, com a inundação, a água se aproxime aos cabos que atravessam os rios para atender o outro lado da cidade. A projeção é de que os bairros que fiquem do lado oposto ao rio sejam afetados, aproximadamente, 55% dos consumidores.

A sede da Celesc em Rio do Sul fica na avenida Ivo Silveira. Pelo mapeamento da cidade, a estrutura é atingida quando o nível do rio chegar aos 11 metros.

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“Com isso, nosso planejamento montou duas bases operacionais. Uma na BR-470, na sede do Dnit e outra na sede do 13º Batalhão de Polícia Militar. Mesmo que venhamos a perder o comando central, estaremos com dois comandos atendendo toda a região do Alto Vale”, detalha Manoel.

Celesc atende situações pontuais no Alto Vale

Durante todo o domingo (8), equipes da Celesc atenderam ocorrências registradas em municípios como Chapadão do Lageado, Ibirama, Ituporanga , Presidente Getúlio e na área rural de Rio do Sul. As estruturas foram impactadas por quedas de árvores e barreiras.

O gerente regional, Manoel Arisoli Pereira, explica que a dificuldade dos atendimentos é maior em áreas rurais, como na cidade de Rio do Oeste, onde as comunidades estão sem acesso.

“Dificulta nós termos que deslocar as equipes e a estrutura para atendimento. Embora a Celesc tenha em sua frota barcos, dependendo do tipo de ocorrência, como queda de poste, por exemplo, não temos como levar no barco e chegar no local”.

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