Ciclone ou tempestade? Entenda porque a Yakecan ‘subiu de categoria’ em SC

Fenômeno foi anunciado pela Marinha do Brasil no dia 16 de maio, e desde então vem provocando séries de acontecimentos meteorológicos em Santa Catarina

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Redação ND Florianópolis

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Anunciado inicialmente como ciclone subtropical, o Yakecan agora é, na verdade, uma tempestade. Essa “mudança” de categoria já havia sido alertada pela Marinha do Brasil, em uma nota emitida no dia 16 de maio.

Mas ao que se deve essa troca de nomenclatura?

Tempestade Yakecan vem assolando parte das regiões de Santa Catarina – Foto: Defesa Civil/Divulgação/NDTempestade Yakecan vem assolando parte das regiões de Santa Catarina – Foto: Defesa Civil/Divulgação/ND

Em primeiro momento, ele foi considerado um ciclone pelo órgão por ser uma intensa área de baixa pressão atmosférica, segundo o Climatempo.

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Com o passar dos dias, e as intensas rajadas de vento registradas em Santa Catarina que passaram dos 88 km/h, podendo ser maiores que 110 km/h, o fenômeno evoluiu e ganhou características de tempestades. Logo, mudou de nome por ter magnitudes maiores do que as antes anunciadas.

A explicação foi feita pelo Inmet e pela Marinha, e foi publicada no portal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

A partir desta quinta-feira (19), informa o meteorologista Piter Scheuer, o sistema começa a se deslocar para o oceano. Com isso, as rajadas de vento tendem a diminuir em todo o Estado. A Defesa Civil estadual indicou que essa redução ocorre até às 23h59 de amanhã.

Até lá, rajadas de mais de 100 km/h podem ser sentidas nos pontos mais altos da Serra catarinense, ficando em torno dos 90 km/h no Litoral Sul, Grande Florianópolis e áreas próximas. No Alto e Médio Vale do Itajaí, as rajadas podem chegar também aos 75 km/h.

Mar agitado e ressaca

O risco para ocorrências associadas à agitação marítima e ressaca é moderado nas áreas em amarelo e muito alto nas áreas em vermelho do mapa – Foto: Defesa Civil/Divulgação/NDO risco para ocorrências associadas à agitação marítima e ressaca é moderado nas áreas em amarelo e muito alto nas áreas em vermelho do mapa – Foto: Defesa Civil/Divulgação/ND

Além dos intensos ventos, a tempestade favorece a condição de mar agitado a grosso e traz risco para ressaca e alagamentos costeiros em todo litoral catarinense. Esta condição ainda deve ser agravada pela combinação da maré de sizígia, provocada pela lua cheia.

O sistema deve se intensificar principalmente entre hoje e amanhã, com fim às 18h de sexta-feira (20). Por causa dele, no Litoral Sul e na Grande Florianópolis, as ondas são de agitação sudoeste/sul, com alturas de 3 metros e picos de até cinco metros.

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