Uma área de baixa pressão atmosférica se organizou sobre o oceano, entre o litoral de Santa Catarina e do Rio De Janeiro formando um ciclone com características subtropicais, segundo informações do portal Climatempo.
Marinha do Brasil classifica nova tempestade subtropical Potira – Foto: Reprodução/ClimatempoNa manhã da segunda-feira (19), a Marinha do Brasil caracterizou este sistema como uma depressão subtropical.
A baixa pressão atmosférica continuou evoluindo, e nesta terça-feira (20), a Marinha classificou este sistema oficialmente como tempestade subtropical, que recebeu o nome de “Potira”.
SeguirEntenda o nome ‘Potira’
Quando um ciclone tropical ou subtropical alcança a classificação de uma tempestade, ele é batizado com o nome de uma lista prévia, feita pela Marinha do Brasil. Este é o décimo segundo já ocorrido na costa do Brasil, batizado de “Potira”.
Em 2018, a Marinha atualizou a lista de nomes para possíveis ciclones que se formem na costa brasileira, que são nomes indígenas.
Confira a lista de tempestades subtropicais já ocorridas no Brasil:
- Arani (tempo furioso) – março 2011 – RJ/ES
- Bapo (chocalho) – fevereiro 2015 – SP
- Cari (homem branco) – março 2015 – SC
- Deni (tribo indígena) – novembro 2016 – RJ
- Eçaí (olho pequeno) – dezembro 2016 – SC
- Guará (lobo do cerrado) – dezembro 2017 – ES/BA
- Iba (ruim) – março 2019 – BA
- Jaguar (lobo) – maio 2019 – RJ
- Kurumí (menino) – janeiro de 2020 – ES/RJ
- Mani (deusa indígena) – final de outubro de 2020 – ES/RJ
- Oquira (broto de folhagem) – dezembro 2020 – RS
Impactos em SC
A previsão é que a tempestade subtropical “Potira” fique até o final de semana no mar. A Defesa Civil emitiu um alerta para a condição de mar agitado com riscos de ressaca e ondas de até 3 metros de altura a partir da manhã desta terça-feira no litoral catarinense.
“Devemos ter mar agitado, ventos de sudeste a leste com rajadas de até 60 km/h em alto mar, nas praias os ventos devem chegar a 40 km/h”, explica o meteorologista Piter Scheuer.
“A distância da costa será suficiente para não trazer grandes impactos. Desta forma, os efeitos serão sobre o mar. Existe a possibilidade de ressaca e não se aconselha a navegação nos próximos dias”, completa.