Criciúma e Araranguá, no Sul catarinense, decretaram situação de emergência após a passagem do ciclone extratropical que causou destruição no Estado. As cidades registraram diversos pontos de alagamento e centenas de famílias foram afetadas. Forquilhinha também se encontra em estado de emergência, desde as chuvas que castigaram a cidade em maio.
Em Criciúma, por exemplo, mais de 70 pessoas precisaram ser retiradas de suas casas nessa quarta-feira (10). “Sem contar as mais de 300 famílias que foram afetadas, nos bairros que registraram alagamento”, lembrou o prefeito Clésio Salvaro (PSDB).
Para acolher as famílias atingidas, a prefeitura transformou o Ginásio Municipal Irmão Walmir Antônio Orsi em um abrigo provisório. “Até o fim da tarde tínhamos aproximadamente 40 pessoas desalojadas, que já se deslocaram para casas de parentes ou amigos. Outras 30 seguem desabrigadas, acolhidas no ginásio”, contou o secretário de Assistência Social e Habitação, Bruno Ferreira.
SeguirA pasta, em apoio aos outros órgãos do governo, informou ainda que está prestando auxílio às famílias, com atendimento médico, além do recolhimento de doações de alimentos, roupas e cobertores, que serão encaminhados aos atingidos.
Araranguá tem 20 famílias desabrigadas
A situação também é crítica em Araranguá. Segundo a prefeitura, mais de 70 pessoas, o que corresponde a 20 famílias, estão desabrigadas na cidade. Elas foram resgatadas por órgãos de segurança e encaminhadas para um alojamento, localizado no ginásio Padre Ézio Jully.
Conforme a prefeitura, alimentação foi providenciada para todas as famílias que estão no abrigo. Também receberam acompanhamento integral de profissionais da Secretaria de Assistência Social e de Saúde.
Nível do rio
Em medição realizada, às 23h, desta quarta-feira (10), o Rio Araranguá estava com 2,78 metros acima do nível normal. A prefeitura informou que acompanha a situação, principalmente com a previsão de chuvas para as próximas horas.
O município também registrou pontos de alagamento na rua Rui Barbosa, no Centro da cidade, na Av. XV de Novembro e também no antigo leito da BR-101, além de um deslizamento no acesso à praia do Morro dos Conventos, que pode provocar interdição parcial da pista.
Rompimento de comporta
Uma das comportas, que ajudam a controlar o escoamento da água em Araranguá, rompeu e causou transtornos. A comporta está em uma sanga, que corta o bairro Barranca e serve de irrigação para arroz.
A prefeitura informou que fez várias tentativas para conter a situação, inclusive utilizando placas de concreto, mas a força da correnteza quebrou a estrutura.
A solução encontrada foi a produção e colocação de duas chapas de aço que pesam mais de meia tonelada. Os objetos foram alçados por guindaste e colocados no local, por volta de 22h30, e controlaram a vazão de água para dentro do bairro.
Emergência em Forquilhinha
Forquilhinha já havia decretado emergência, após as fortes chuvas em maio. O decreto tem validade por 180 dias. Com a passagem desse ciclone, o município foi novamente castigado.
Segundo a Defesa Civil Municipal, 49 famílias, totalizando 157 pessoas, entre adultos e crianças, do bairro Cidade Alta, ficaram desabrigadas e estão alojadas na Escola de Educação Básica José Aléssio.
Já no bairro Ouro Negro e Nova York, duas famílias estão desabrigadas e encontram-se no Centro Comunitário. Além disso, mais 160 famílias estão desalojadas dos bairros Cidade Alta, Ouro Negro e Nova York e foram para casas de parentes.
Equipes da prefeitura trabalham no suporte para a alimentação e alojamento das vítimas. “Nós também contamos com o apoio de voluntários neste momento em que as pessoas atingidas pela forte chuva mais precisam. Muitos destes moradores saíram apenas algumas peças de roupas e precisamos dar o suporte necessário”, afirma o prefeito José Cláudio Gonçalves.
Mais desabrigados no Sul de SC
Em Morro da Fumaça, segundo a prefeitura, há cerca de 30 pessoas desabrigadas no Centro de Múltiplo Uso. O Departamento de Assistência Social do município também pede doação de roupas para adultos e crianças.
Famílias acolhidas em abrigos em Morro da Fumaça – Foto: Divulgação/NDConforme a Defesa Civil do Estado, há também 8 pessoas desabrigadas em Jaguaruna e 5 em Nova Veneza, no Sul catarinense.