Os meteoros estão tomando conta do céu catarinense nos últimos dias, conforme registros feitos na estação em Monte Castelo, no Planalto Norte do Estado.
A previsão é de que a frequência deles aumente ainda mais na sexta-feira (30), quando a chuva Alfa Capricornídea atinge seu pico. Algumas pessoas, no entanto, andam com dúvidas sobre os riscos destes eventos. Afinal, um meteoro pode cair no quintal das nossas casas?
Meteoros estão sendo vistos com frequência nesta semana – Foto: Bramon/Divulgação/NDO astrônomo amador e membro da Bramon (Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros) Jocimar Justino admite que meteoros até podem cair em cima de prédios, machucando pessoas, mas que “é mais fácil ganhar na loteria”.
SeguirEle leva em consideração que esses objetos entram 24 horas por dia na atmosfera. “Rochas menores, como a gente vê nesta chuva de meteoros, não costumam chegar no solo. Elas são totalmente consumidas na entrada da atmosfera terrestre”, explica Justino.
Caso meteoros maiores caíam, a maior probabilidade é de que desabem diretamente na água, “por conta da dimensão do planeta e do fato da maior parte do planeja estar coberto por água”, comentou.
Lembrança de 2013
O último evento que verdadeiramente causou problemas aconteceu em 2013, na Rússia. À ocasião, a rocha tinha cerca de 17 metros, um número considerado pequeno para os padrões atmosféricos, mas causou um problemas reais na região.
Entre terça (27) e quarta-feira (28), 400 ocorrências foram registradas em Monte Castelo – Foto: Jocimar Justino/Divulgação/ND“Causou mais estrago com a onda de choque ao entrar na atmosfera do que pela queda em si”, pontua Justino. Durante este movimento, por exemplo, vidraças de edifícios quebraram e seus estilhaços acabaram atingindo moradores.
Casos estudados
Segundo a equipe da Bramon, grande parte dos meteoros grandes, que de fato podem causar estragos, já estão catalogados e são amplamente estudados.
“A órbita desses objetos já é conhecida, estudada justamente para prever um perigo e criar um plano para contê-los em uma eventual queda”, comenta. Segundo Justino, não há previsão de que aconteça um evento de grande magnitude nos próximos anos.