Moradores da região serrana do Rio de Janeiro foram alertados sobre o risco de fortes chuvas para as próximas horas. A Defesa Civil acionou sirenes em 15 localidades de Petrópolis, região que há uma semana foi ‘engolida’ por um temporal que matou, até esta segunda-feira (21), ao menos 180 pessoas.
O alerta foi encaminhado às localidades Alto da Serra (Ferroviários), Itaipava (Gentio), Vale do Cuiabá, Vila Felipe (Chácara Flora), Independência (rua O e Taquara), Quitandinha (r. Ceará, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Duques e Amazonas), Dr. Thouzet, João Xavier, São Sebastião (Vital Brazil, Adão Brand).
Equipes do Corpo de Bombeiros Militar catarinense atuam com cães e suporte de máquinas no Morro da Oficina, em Petrópolis – Foto: Soldado De Souza – CBMSC/Divulgação/NDTambém foi enviado um comunicado por SMS e grupos de comunicação por aplicativo. A Defesa Civil pede à população que fique atenta aos avisos que podem ser emitidos ao longo do dia.
SeguirOs moradores em áreas de risco devem seguir as recomendações de mobilização e necessidade de deslocamento para locais seguros.
Em uma outra ponta, a Polícia Civil fluminense, deu início a um mutirão a fim de dar continuidade à identificação das vítimas. Cerca de 143 corpos já foram reconhecidos por familiares, segundo a prefeitura.
Maior tragédia da história da região
A tragédia provocada pelas chuvas da última semana em Petrópolis, na região serrana, com 180 mortos – até a noite desta segunda – já é a maior da história da localidade.
Segundo a prefeitura, a maior catástrofe anterior causada por temporais foi em 1988, com 171 mortes.
No ano passado, apenas uma morte foi contabilizada em decorrência das chuvas. Os dados têm como fontes o Atlas Brasileiro de Desastres Naturais e a Secretaria de Defesa Civil do município.
O temporal mais forte caiu no dia 15 de fevereiro, mas desde então a chuva voltou a atingir a cidade em diversas ocasiões.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão para o início da terça-feira, é de pancadas de chuva ao longo do dia.
Desaparecidos
O trabalho de identificação e liberação de cadáveres continua sendo feito pelo IML (Instituto Médico Legal). Também estão sendo procurados mais de 100 pessoas.
*Com informações Agência Brasil e Portal R7