‘Estamos vivos. Agora, é tentar arrumar’, diz moradora de Joinville que perdeu quase tudo

Moradores da região do Quiriri falam sobre drama vivido diante das enxurradas persistentes

Redação ND Joinville

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Além da destruição de pontes, a força das águas do rio Cubatão do Norte derrubou até um poste de energia elétrica, deixando os moradores da região do Quiriri sem luz.

Parte da Estrada Quiriri foi destruída e a Defesa Civil interditou por segurança. – Foto: Tábata Porti/ NDTVParte da Estrada Quiriri foi destruída e a Defesa Civil interditou por segurança. – Foto: Tábata Porti/ NDTV

Marivan Feltz, comerciante, disse que nunca tinha visto o rio subir tanto. “Foi bem assustador. O povo ficou bem desesperado. Inclusive, levei minha esposa e filhos para outro lugar. O pessoal ficou com medo de fica aqui”, conta.

Segundo os moradores, o nível da água do rio subiu cerca de cinco metros. Ilário Bueno da Silva, que mora há 30 anos no local, disse que nunca viu o nível do rio subir tanto. “Foi feio, ficamos com bastante medo. Ninguém imaginou que isso iria acontecer.”

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Uma das moradoras mais atingidas foi Joicinara Madeira, que mora na região há sete anos. Ela estava no trabalho nesta segunda-feira (28) quando a água começou a invadir a casa.

Quando Joicinara chegou em casa do trabalho já estava tudo alagado  – Foto: Reprodução imagens da NDTV Record JoinvilleQuando Joicinara chegou em casa do trabalho já estava tudo alagado  – Foto: Reprodução imagens da NDTV Record Joinville

“Quando cheguei já estava tudo alagado. Não tinha mais o que fazer”, comenta a moradora.

Desolada e sem acreditar em tudo o que aconteceu, Joicinara diz que perdeu quase tudo. Os móveis ficaram encharcados, eletrodomésticos queimaram e a máquina de lavar foi comprada há um mês e a primeira parcela ainda nem foi paga.

No colchão molhado, o filho de apenas dois anos dormia ao lado de panelas e outros objetos na manhã desta segunda-feira.

“Tenho um filho de dois anos, um de quatro, uma de dez e um de 14 anos.  Pelo menos as crianças estão bem, estamos vivos e vamos tentar arrumar”, testemunha Joicinara.

*Com informações de Tábata Porti, da NDTV Record Joinville

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