Florianópolis tem inverno mais quente desde o ano 2000, diz estudo; entenda

Estudo mostra que 40% das capitais brasileiras tiveram inverno mais quente da história

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Redação ND Blumenau

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O inverno de 2023 teve média de temperatura mais alta já registrada, segundo o Instituo Nacional de Meteorologia (Inmet). Em Florianópolis não foi diferente, a capital catarinense teve uma média de 18°C durante o inverno.

Florianópolis tem inverno mais quente desde o ano 2000, diz estudo; entenda – Foto: Luiz Fernando Eliziário Filho/Arquivo Pessoal/NDFlorianópolis tem inverno mais quente desde o ano 2000, diz estudo; entenda – Foto: Luiz Fernando Eliziário Filho/Arquivo Pessoal/ND

Em relação ao aumento de temperatura média do inverno de 2023, em comparação com a primeira década do século, Florianópolis teve um aumento de pouco mais de 1,5 °C, segundo análise do Delta Folha com base em dados do Inmet.

O aquecimento do inverno brasileiro não é algo que só aconteceu em 2023 ou nos últimos anos. Segundo especialistas, trata-se de apenas mais um ano na reta crescente do aquecimento global.

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Mas apesar de não ter sido recorde de calor na maioria das capitais, ele fica entre os três mais quentes para 18 cidades, o que equivale a 72% das cidades analisadas.

Várias outras capitais tiveram recordes de temperatura na estação

Florianópolis não está entre as capitais que bateram recordes. Cuiabá, no Mato Grosso, é a cidade onde a temperatura média no inverno mais subiu na relação com a primeira década dos anos 2000, com 28°C, 3,4°C acima da média.

A capital com maior média de temperatura é Manaus, no Amazonas, com 30,1 °C, o que equivale 1,9°C acima do registrado na década de 2000. Além dessas cidades, também bateram recordes de temperatura, Boa Vista, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Branco, Macapá, Belém, João Pessoa e Maceió.

Impacto do El Niño na temperatura

O El Niño trouxe impactos diferentes em cada região do país. No sul, ele intensificou a chuva e trouxe seco ao norte e nordeste. A exemplo de Manaus que decretou emergência pela seca do rio Negro, enquanto em Porto Alegre foi registrado a maior cheia do lago Guaíba desde os anos de 1940.

De acordo com a análise da Folha de São Paulo, o outono e verão deste ano não apresentaram o mesmo aquecimento que o inverno. A expectativa é que o próximo verão registre recordes de calor em diversos pontos do país.

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