Fumaça ou neblina? Qual a diferença de cada fenômeno em SC e como se proteger

População já não sabe mais identificar se o que vê nos céus de diversas regiões do Brasil é fumaça ou neblina; entenda os riscos à saúde e como se proteger

Foto de Deny Campos

Deny Campos Florianópolis

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Diversas regiões do Brasil estão com os céus encobertos por uma densa camada que pode até parecer neblina comum, mas na realidade é fumaça das queimadas na Amazônia. Com a intensificação dos focos de incêndio, a fumaça já cobre cerca de 50% do território nacional e a população já não sabe mais se é fumaça ou neblina.

Neblina em Florianópolis se juntou à fumaça das queimadas na Amazônia em FlorianópolisPopulação catarinense já não sabe mais se o que vê nos céus é fumaça ou neblina – Foto: Deny Campos/ND

Os maiores focos de incêndio foram registrados nos estados do Amazonas, Pará e Mato Grosso. Uma parte do território da Bolívia também foi atingida pelo fogo, que pode chegar aos países vizinhos – Argentina e Uruguai – nos próximos dias, conforme apontam meteorologistas.

Fumaça ou neblina: entenda a diferença e os riscos à saúde

A população já não consegue diferenciar se o que vê nos céus é fumaça ou neblina. Embora a fumaça possa se assemelhar ao fenômeno, especialmente em regiões onde frentes frias são frequentes, há diferenças marcantes entre fumaça e neblina.

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Conforme a Epagri/Ciram, a neblina é formada pela condensação de vapor de água. Na ocasião, é criada uma camada de gotículas no ar, formando a neblina, que geralmente se dissipa ao longo da manhã.

Já a fumaça proveniente das queimadas é composta por partículas de material queimado que permanecem no ar por dias, aumentando a densidade e persistência da névoa. Essas partículas poluentes são carregadas por ventos do Norte.

Nuvem de fumaça ao amanhecer em FlorianópolisAo abrir a janela de casa, morador não consegue identificar se o que vê nos céus é natural ou prejudicial – Foto: Deny Campos/ND

Segundo a Epagri/Ciram, a circulação de ventos contribui para o transporte da fumaça para o Sul do Brasil. Além do vento, uma massa de ar seco e quente no país favorece as altas temperaturas e a umidade do ar muito baixa.

A presença contínua de fumaça no ar pode causar diversos problemas respiratórios, especialmente em pessoas com condições preexistentes, como asma e bronquite. Além disso, a fuligem afeta a qualidade do ar, intensificando alergias e complicações respiratórias, como rinite e sinusite, alerta a Epagri/Ciram.

Fumaça das queimadas na Amazônia chegam a Florianópolis e deixam o céu alaranjadoFumaça das queimadas da Amazônia deixou o céu alaranjado em SC – Foto: Deny Campos/ND

Como se proteger da fumaça e do tempo seco?

  • Mantenha os ambientes arejados e use vaporizadores ou recipientes com água para umidificar o ar.
  • Consuma bastante líquido, especialmente água, para manter a hidratação.
  • Evite exercícios físicos entre 10h e 16h, quando o ar está mais seco.
  • Lave regularmente tapetes, cortinas e roupas que possam acumular poeira, fungos e mofo.
  • Coloque uma bacia de água no ambiente para ajudar a evitar o ressecamento da mucosa respiratória e aliviar desconfortos em crises alérgicas.

Com as condições atmosféricas adversas, a recomendação é seguir as orientações para proteger a saúde e reduzir os impactos negativos da fumaça no cotidiano.

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