No município de Ascurra, a limpeza nas ruas da região central já começou. Cerca de 1000 famílias foram atingidas. Apesar do estrago causado pela chuva, ninguém se feriu e nenhum óbito foi registrado.
Ascurra e Rodeio tentam se reerguer após estragos causados pela chuva – Foto: Divulgação/Prefeitura de AscurraEm rodeio, o trabalho é intenso. Ruas continuam tomadas pela lama. E máquinas que foram cedidas por municípios vizinhos seguem em ritmo intenso.
Bombeiros seguem empenhados nas buscas de duas pessoas desaparecidas após a forte chuva que castigou o município. Uma criança de cerca de um ano de idade e um homem que foi arrastado pela água, continuam desaparecidos.
SeguirDiante da situação, o Prefeito de Rodeio, Valcir Ferrari, assinou na tarde desta quarta-feira (18) um decreto que declara estado de calamidade pública por conta da situação crítica do município.
Além disso, a passagem de veículos pesados pela principal via da cidade, foi proibida. A medida foi anunciada na manhã desta quinta-feira (19), por oferecer risco para veículos de grande porte. A rota era uma alternativa, já que a BR-470 continua interditada em Indaial.
Novos deslizamentos
De acordo com a Defesa Civil de Rodeio, um novo deslizamento de terra foi registrado depois da forte chuva que atingiu a cidade na tarde desta quinta feira (19). Não houve grandes estragos e ninguém se feriu.
Diante da gravidade da situação causada pela tempestade nos municípios de Ascurra e Rodeio, a Secretária de Estado do Desenvolvimento Social se reuniu com os prefeitos para agilizar as demandas mais urgentes nos municípios.
Em entrevista para a equipe da NDTV Blumenau, a Secretária de Estado do Desenvolvimento Social, Maria Helena Zimmermann, falou sobre as ações do Governo. “O Governador já está reunido com a Secretaria da Fazenda. Eu ressalto que o Governador Jorginho já disse que temos que ter atitudes de imediato. Esses acolhimentos e ajudas do Governo não podem demorar tanto”, disse.
A secretária disse que a maior demanda na conversa com os prefeitos foi a da habitação. “As famílias perderam as suas casas. A gente entende que vidas foram perdidas. A dor dessas famílias é a dor do Governo também. Agora temos que trabalhar muito para amenizar”.
*colaborou o repórter Moisés Stuker