Grandes furacões no Mundo: estudo preocupa especialistas sobre tempestades severas no planeta

Um novo estudo sobre furacões apresenta preocupação com o futuro das tempestades em todo o planeta

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Luiz Fernando Dresch Florianópolis

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Um artigo publicado recentemente tem chamado a atenção dos especialistas. O estudo foi divulgado durante um evento da Academia de Ciência dos Estados Unidos e dá luz sobre o futuro das tempestades e furacões no Planeta.

Na imagem de satélite aparece furacões se formando na TerraUm novo estudo sobre furacões apresenta preocupação com o futuro das tempestades no Planeta. – Foto: Reprodução/Nasa/ND

Conforme o portal ABC13 News, o estudo ficou conhecido e ganhou ampla atenção após tratar de maneira séria furacões de categoria 6.

Nesta segunda-feira (19), a meteorologista do ABC13, Elyse Smith teve a oportunidade de entrevistar um dos coautores do artigo, que se interessou em esclarecer o ponto principal do estudo.

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Estudo revela que podem ocorrer grandes tempestades em todo o Planeta

“A nossa motivação foi simplesmente aumentar a consciência de que as alterações climáticas estão tornando as tempestades mais fortes e aumentando o risco de grandes furacões em todo o mundo, incluindo no Golfo do México”, disse Michael Wehner, cientista sênior do Laboratório Nacional Lawrence Berkley.

O especialista complementa: “Não estamos defendendo a colocação da categoria 6 nas categorias oficiais de alerta do Centro Nacional de Furacões”, diz ele, deixando claro que a intenção é conscientizar sobre os fenômenos que assolam algumas regiões do planeta.

Ele se refere e deixa claro que a intenção é conscientizar sobre os fenômenos que assolam algumas regiões do Planeta. – Foto: Twitter/Reprodução/NDEle se refere e deixa claro que a intenção é conscientizar sobre os fenômenos que assolam algumas regiões do Planeta. – Foto: Twitter/Reprodução/ND

Escala Saffir-Simpson avalia danos baseada no vento e na forma como classificamos sistemas tropicais e ciclones. Antes de 2010, a escala também incluía tempestades e pressão central como parte do seu sistema de classificação.

A mudança foi feita para ajudar a reduzir a confusão pública e fornecer uma “escala cientificamente defensável”, de acordo com o Centro Nacional de Furacões.

A tempestade e as inundações causadas por fortes chuvas, além do potencial para tornados em aterros, podem ser tão perigosas ou até mortais quanto os ventos fortes. A raiz deste estudo em questão centra-se em como as alterações climáticas podem levar a ciclones mais poderosos no futuro.

Alterações climáticas impactam temporada de furacões no Atlântico

Um exemplo de como as alterações climáticas impactaram a temporada de ciclones no Atlântico são as temperaturas da superfície do mar bem acima do normal, observadas de estação para estação.

Na imagem aparece o aquecimento do oceano que faz com que haja furacõesUm exemplo de como as alterações climáticas impactaram a temporada de ciclones no Atlântico são as temperaturas da superfície do mar bem acima do normal. – Foto: Divulgação/Epagri/Ciram

As temperaturas quentes dos oceanos são combustível para furacões e já foram associadas à ajuda no rápido processo de intensificação. Um sistema tropical sofre uma rápida intensificação quando se fortalece em pelo menos 56 km/h em 24 horas.

Exemplos recentes disso foram os furacões Idalia (2023), Laura (2020) e, mais notavelmente para os moradores de Houston, o Harvey (2017).

Os cientistas e investigadores estão preocupados com a forma como o impacto destas tempestades, desde o vento até às tempestades e às inundações, deixará um rastro muito pior no futuro do Planeta.

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