As Cataratas do Iguaçu, na fronteira entre o Brasil e a Argentina, registraram nesta quarta-feira (12) uma vazão de água quase dez vezes maior do que o normal, o que levou ao fechamento de uma das principais passarelas turísticas que ficam no lado brasileiro da atração.
Imagens da ‘Garganta do Diabo’ assustam após enchentes no Sul – Foto: Cataratas do Iguaçu/NDA vazão das Cataratas chegava na noite de quarta-feira a 14,5 milhões de litros de água por segundo, após fortes chuvas registradas no estado do Paraná e em Santa Catarina, informou à AFP Wemerson Augusto, coordenador de comunicação do parque. A vazão considerada normal é de 1,5 milhão de litros por segundo, destacou o funcionário.
A situação levou ao fechamento preventivo da passarela que dá acesso à Garganta do Diabo, conjunto de cachoeiras que compõem a principal atração do parque. Devido ao aumento da vazão do Rio Iguaçu, passarelas que ficam no lado argentino já haviam sido fechadas na terça-feira.
SeguirWemerson Augusto destacou que esse fenômeno não é comum no mês de outubro. A Defesa Civil do Paraná informou hoje que 24 municípios foram afetados por “eventos severos”, com inundações que deixaram mais de 1.200 pessoas desalojadas e quase 400 casas danificadas.
A vazão registrada nesta quarta-feira nas Cataratas é a maior desde junho de 2014, quando foram reportados 47 milhões de litros de água por segundo. Relembre:
Quinta-feira
A vista deslumbrante da cheia no maior conjunto de quedas d’água do mundo continua disponível para ser contemplada dos principais mirantes do parque. Nesta quinta-feira (13), a vazão é de 16 milhões e 500 mil litros.
Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu – Vídeo: Cataratas Do Iguaçu
O volume d’água fez a direção da unidade de conservação interditar apenas a passarela de acesso à Garganta do Diabo. O parque está aberto todos os dias do ano. De segunda a sexta o atendimento é das 9 às 16 horas, já nos sábados e domingos é das 8h30 às 16h.
No mês de outubro, o volume de água que passa pelas Cataratas aumenta significativamente. As previsões para o mês são de que a vazão, para delírio dos visitantes, fique na média de dois milhões a cinco milhões de litros por segundo, garantindo uma experiência singular.