Inverno: Blumenau pode ter neve neste ano?

Meteorologia aponta as chances do fenômeno registrado em 2013 ser visto de novo na cidade

Suellen Venturini Blumenau

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O inverno começou às 6h14 dessa terça-feira (21) em todo o Hemisfério Sul. Para quem gosta de frio é a oportunidade de aproveitar os dias do ano com as temperaturas mais baixas, mas para quem não é tão fã a previsão não está das melhores, porque os meteorologistas indicam que será um inverno intenso.

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    Inverno começou com tempo instável em Blumenau - Vinícius Bretzke / Divulgação / ND
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De acordo com a Tatiane Martins, diretora de meteorologia do AlertaBlu, Blumenau terá mais períodos de frio neste ano do que em anos anteriores.

“O frio vai ocorrer de forma mais frequente em 2022 do que a gente viu nos últimos anos. Em 2019, 2020 e 2021 a gente teve episódios de frio intenso porém não eram frequente como a gente está tendo esse ano”, disse a meteorologista.

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E a neve? 

Em 2013, neve pôde ser vista nas partes mais altas de Blumenau, como Morro do Cachorro, Morro do Spitzkopf, Morro do Macaco e nos bairros Velha Grande e Passo Manso.

Neve foi vista pela última vez em Blumenau em 2013 – Foto: Reprodução / NDNeve foi vista pela última vez em Blumenau em 2013 – Foto: Reprodução / ND

Naquele ano, a temperatura chegou a 1,4 ºC na cidade. Antes disso, no ano 2000, Blumenau registrou temperatura de 0,6 ºC e também teve neve.

Sobre a possibilidade da neve cair em Blumenau neste ano, a meteorologia aponta que a chance é pequena, mas sempre existe. “A gente nunca descarta a possibilidade mesmo ela sendo bem remota aqui na região. A chance existe mas é muito pequena”, disse Tatiane.

A queda da neve depende da combinação de condições atípicas. A temperatura tem que estar abaixo de 5ºC e, no momento que a temperatura está bem baixa, tem que estar chovendo.

Em 2013, a região do Vale do Itajaí registrou uma massa de ar frio muito intensa,  juntamente com um sistema meteorológico que causou a chuva na região.

A previsão aponta que a temperatura em Blumenau nesse ano até pode chegar abaixo dos 10 ºC, mas em momentos pontuais. A média dos meses de inverno deve se manter entre 13ºC e 22ºC.

Já sobre a chuva, a previsão é de que até agosto os dias sejam mais secos, com uma média de chuva entre 90 e 100 milímetros de chuva por mês.

“Uma condição de chuva muito próxima a normalidade, mas também com uma distribuição irregular, que são esses períodos mais secos alternados a dias sequenciais com maior instabilidade que a gente já vem observando desde o final do mês de maio”, detalhou Tatiane.

Influência do La Ninã

Neste inverno são esperadas duas a três ondas de frio, com temperatura negativa e formação de geada ampla.  O clima está sob influência do La Niña, fenômeno que causa o resfriamento das águas do oceano pacífico equatorial.

Com o indicativo de frio frequente, aumenta a possibilidade para a ocorrência de episódios de neve, principalmente no Planalto Sul do Estado. Mesmo, assim períodos mais aquecidos devem ocorrer devido à atuação de massas de ar seco, e não se descarta a ocorrência de veranicos, que são períodos sem chuva e temperatura mais elevada em algumas regiões do Estado.

Chuva

Além disso, a previsão para os meses de junho, julho e agosto é de chuva próxima à média climatológica. Como se tem visto até agora, junho será um mês marcado por chuva frequente, porém, os outros dois meses devem ter períodos mais secos e chuva mal distribuída.

A Epagri/Ciram destaca que se pode esperar para esta época do ano meses de junho e julho bem parecidos em relação à média climatológica de chuva, variando de 70 a 140 milímetros do Planalto ao Litoral e, de 110 a 170 milímetros no Oeste e Meio Oeste, sendo o mês de junho um pouco menos chuvoso em relação a julho.

Já para agosto, a média de chuva sobe um pouco em relação ao mês de julho, variando de 110 a 190 milímetros no Oeste, Meio Oeste e Planalto e de 110 a 150 milímetros no Vale do Itajaí e Litoral.

A Epagri ainda explica que a chuva é preferencialmente causada pela influência de frentes frias, sistemas de baixa pressão e a corrente de jato (ventos fortes em altos níveis da atmosfera). Também é a época de atuação frequente dos ciclones extratropicais próximos ao litoral Sul do Brasil, que oferecem perigo às embarcações, com ventos fortes e mar agitado, que muitas vezes resultam em ressaca.

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