Lula visita área atingida por temporal que deixou mortos e desaparecidos em SP

Segundo o último relatório provisório do governo do Estado de São Paulo, 36 pessoas morreram, 35 em São Sebastião e uma menina, na cidade de Ubatuba

Foto de Agence France-Presse

Agence France-Presse São Paulo, SP

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visita nesta segunda-feira (20) a região do litoral de São Paulo atingida pelas fortes chuvas que deixaram pelo menos 36 mortos e dezenas de desaparecidos durante o fim de semana de carnaval.

Deslizamento de terra causado pelas chuvas torrenciais no Litoral Norte de São Paulo – Foto: Divulgação/Defesa Civil de São Paulo/NDDeslizamento de terra causado pelas chuvas torrenciais no Litoral Norte de São Paulo – Foto: Divulgação/Defesa Civil de São Paulo/ND

O município de São Sebastião, localizado a cerca de 200 quilômetros da capital paulista, foi o mais afetado pelas chuvas “recorde”, que causaram enchentes e deslizamentos de terra, deixando ao menos 50 casas destruídas.

Segundo o último relatório provisório do governo do Estado de São Paulo, 36 pessoas morreram, 35 em São Sebastião e uma menina, na cidade de Ubatuba.

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O governador do estado, Tarcísio de Freitas, que sobrevoou a área afetada no domingo (19), decretou “estado de calamidade” em São Sebastião e em outros quatro municípios para facilitar a distribuição dos recursos.

Além disso, liberou R$ 7 milhões (cerca de US$ 1,5 milhão) para os resgates.  O Governo federal também disponibilizou fundos para auxiliar na emergência.

Lula chegou ao estado no meio da manhã desta segunda, vindo da Bahia, onde tirou alguns dias de folga. O presidente planeja se encontrar com o governador de São Paulo e participar de uma coletiva de imprensa em São Sebastião, informou seu gabinete.

O chefe do Executivo também prometeu nas redes sociais “reunir todos os níveis do governo” para “atender feridos, buscar desaparecidos, restabelecer as rodovias, ligações de energia e telecomunicações”.

Até o momento, 970 pessoas foram retiradas do local e 747 estão desabrigadas, informaram as autoridades que trabalham contra o relógio para socorrer as vítimas.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém alertas de chuva forte na região até a manhã desta segunda-feira.

 “Muita tristeza”

Esse município, em cujas praias muitos paulistanos passam o feriado de carnaval, foi o mais atingido: mais de 600 mm de chuva caíram em 24 horas (mais que o dobro do esperado para o mês), informou a prefeitura.

Imagens divulgadas pela mídia local e usuários de redes sociais mostram bairros inteiros debaixo d’água; escombros de casas arrastados por deslizamentos de terra; estradas afundadas e carros destruídos por árvores caídas, entre outros sinais de danos.

“O que aconteceu foi um fenômeno natural que não víamos há muitos anos”, disse Roberto Farina, diretor de comunicações da Defesa Civil do Estado de São Paulo, à CNN Brasil.

Com as comemorações de carnaval interrompidas em São Sebastião e em outras regiões, personalidades locais se mobilizaram para oferecer ajuda.

Cerca de 500 bombeiros, militares e policiais atuam nos trabalhos de resgate, com o apoio de 31 maquinários, sete helicópteros e dois aviões, detalhou o governo do Estado.

O Ministério da Saúde também anunciou o envio de remédios e insumos às áreas afetadas, algumas delas sem comunicação devido aos deslizamentos.

O Brasil sofre com os efeitos das mudanças climáticas, com eventos extremos cada vez mais frequentes, como em Petrópolis, no Rio de Janeiro, onde mais de 230 pessoas morreram em decorrência das fortes chuvas de fevereiro de 2022.

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