Mais de 43°C: o que explica tanto calor na cidade mais quente de SC em 2024

A cidade de Itapiranga, no Extremo-Oeste de Santa Catarina, registrou a temperatura mais alta do ano passado no estado

Redação ND Chapecó

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A cidade de Itapiranga, no Extremo-Oeste de Santa Catarina, é conhecida como o berço nacional da Oktoberfest, já que recebeu a primeira festa do gênero no Brasil em 1978. E considerando o calor que anda fazendo na cidade, quem rejeitaria uma bebida bem gelada?

Foi Itapiranga a cidade que registrou o recorde de mais alta temperatura no ano passado em todo o estado: segundo dados da Epagri/Ciram, o município chegou a incríveis e calorosos 43,58°C nos termômetros no dia 7 de fevereiro de 2024. E o calor por lá não se restringe a apenas um dia.

Itapiranga foi a cidade mais quente de SC em 2024 – Foto: Prefeitura de Itapiranga/DivulgaçãoItapiranga foi a cidade mais quente de SC em 2024 – Foto: Prefeitura de Itapiranga/Divulgação

Condições geográficas e meteorológicas contribuem para que a cidade seja quente e seca. “Em áreas mais baixas, o calor fica mais aprisionado, principalmente em regiões de vale, como Itapiranga. Então, a temperatura vai esquentando ao longo do dia e não há circulação de ar para ter alívio das temperaturas”, explica Caio Guerra de Oliveira, meteorologista da Defesa Civil de Santa Catarina.

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Além de ser uma região de baixa altitude, Itapiranga também está distante do oceano, o que torna a cidade mais seca. “O oceano funciona como um certo regulador de temperatura porque traz umidade para a região costeira. No Oeste, não há essa influência, então os picos de temperatura são maiores que em regiões litorâneas”, complementa.

Região Norte também chegou ao calor de 40°C

Além de Itapiranga, outras cidades registraram calor acima dos 40°C no ano passado, conforme os dados da Epagri/Ciram. Confira as maiores temperaturas registradas em Santa Catarina em 2024:

  • Itapiranga – 43,58°C – 7 de fevereiro
  • Corupá – 41,68°C – 11 de janeiro
  • Garuva – 41,43°C – 13 de fevereiro
  • Joinville – 40,08°C – 13 de fevereiro
  • Gravatal – 39,82°C – 8 de janeiro
  • Itapoá – 39,40°C – 21 de março
  • Urussanga – 39,33°C – 12 de fevereiro
  • Antônio Carlos – 39,31°C – 12 de fevereiro
  • Massaranduba – 39,21°C – 13 de fevereiro
  • Águas Mornas – 39,20°C – 12 de fevereiro

O meteorologista explica que as cidades de regiões litorâneas estão na lista pelo mesmo motivo de Itapiranga: localizadas em regiões baixas, algumas em vales, também “aprisionam” mais o calor. A diferença, porém, está na umidade. “No Oeste, por ser mais seco, com a mesma quantidade de sol e calor, o pico de temperatura é mais alto”, explica Caio.

Localizada em região baixa e longe do oceano, Itapiranga é conhecida pelo calor – Foto: Prefeitura de Itapiranga/DivulgaçãoLocalizada em região baixa e longe do oceano, Itapiranga é conhecida pelo calor – Foto: Prefeitura de Itapiranga/Divulgação

Calor com umidade x sem umidade

As diferenças entre um calor úmido, como o que faz no litoral, e de um calor seco, como o de Itapiranga, também podem ser sentidas no corpo.

“Quando está quente e úmido, você fica com sensação de abafamento, vai suando, mas não refresca. Já com o ar seco, você consegue suar, se resfriar melhor, mas começa a sentir muita sede e desidratar. Talvez a sensação de calor no lugar úmido seja maior, mas o impacto à saúde em uma região seca é grave”, destaca o meteorologista.

Diante disso, a dica para os itapiranguenses, é manter a hidratação com água, inclusive em tempos de Oktoberfest.