Nuvem de poeira do Saara avança em direção ao Brasil; entenda o que é e riscos para SC

Fenômeno é recorrente nesta época do ano, principalmente no Hemisfério Norte; partículas trazidas com a nuvem beneficiam a Floresta Amazônica

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Redação ND Florianópolis

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Uma grande nuvem de poeira, vinda do Deserto do Saara, está se aproximando da costa brasileira, segundo informações da MetSul Meteorologia. Os registros foram feitos por sensores que detectam partículas do material na atmosfera.

Nuvem se aproxima da costa brasileira – Foto: Internet/Reprodução/NDNuvem se aproxima da costa brasileira – Foto: Internet/Reprodução/ND

No domingo (6), a Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos informou que a nuvem chegou perto da costa do Nordeste brasileiro.

O transporte de areia vinda do deserto africano prossegue nos próximos dias, e deve alcançar Estados mais ao Norte do Brasil. Dessa forma, Santa Catarina não deve registrar fenômenos associados à nuvem, nem mesmo partículas de areia no ar.

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Efeitos no Brasil

A nuvem que se desloca através do Oceano Atlântico não é novidade para os meteorologistas, principalmente entre o final da primavera e o início do outono no Hemisfério Norte. Grade o suficiente, a poeira pode viajar sendo carregada pelos ventos até às Américas.

Nuvem de poeira viaja do Deserto do Saara até às Américas – Foto: Google Maps/Reprodução/NDNuvem de poeira viaja do Deserto do Saara até às Américas – Foto: Google Maps/Reprodução/ND

Com ela, o ar vem carregado e seco, o que inibe a formação de ciclones e tempestades tropicais, bem como furacões, por isso, a “temporada” de fenômenos climáticos nos Estados Unidos segue relativamente calma. Para o Brasil, a nuvem também é benéfica.

Um estudo da NASA mostrou que a Floresta Amazônica aproveita as partículas, que servem como um alimento para a mata. Isso porque ela carrega consigo micro-organismos mortos, carregados de fósforo, um nutriente essencial para as proteínas e o crescimento das plantas.

Esses mesmos nutrientes são escassos no solo amazônico, por isso a importância da nuvem. Por ano, cerca de 22 mil toneladas de fósforo são carregadas do deserto até o país, segundo estimativas divulgadas pelo MetSul.

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