Reta final do verão terá El Niño ‘feroz’ e retorno do fenômeno La Niña

Dados apresentados revelam que o El Niño seguirá atuando a todo vapor ao longo do verão com grande possibilidade do retorno da La Niña em maio

Foto de Luiz Fernando Dresch

Luiz Fernando Dresch Florianópolis

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Na reta final do mês de fevereiro, os dados mostram que o tempo ainda deverá sofrer influências do fenômeno El Niño. O aquecimento persistente das águas do Oceano Pacífico ainda se mantém moderado a forte pelo conjunto de dados analisados pela MetSul Meteorologia.

O portal meteorológico destaca ainda que o maior aquecimento ocorre no Pacífico Equatorial Centro-Leste.

Na imagem de satélite aparece a atuação do El Niño no Oceano PacíficoDados apresentados revelam que o El Niño seguirá atuando a todo vapor ao longo do verão com grande possibilidade do retorno da La Niña em maio. – Foto: Epagri/Ciram/Divulgação/ND

Com a intensidade do El Niño caracterizada como moderada a forte, o último boletim semanal da NOAA (Agência Climática dos Estados Unidos) indicaram que a anomalia na temperatura da superfície do mar era de 1,5ºC na denominada região Niño 3.4, no Pacífico Equatorial Centro-Leste.

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Esta região é a utilizada oficialmente na Meteorologia como referência para definir se há o fenômeno El Niño e ainda avaliar qual a sua intensidade, aponta a MetSul Meteorologia.

O valor de monitoramento do El Niño está sendo considerado de moderado a forte

O valor positivo na região principal de monitoramento de 1,5ºC está na faixa de transição de El Niño moderado, que varia entre 1,0ºC a 1,4ºC, a forte, oscilando de 1,5ºC a 1,9ºC.

A maior anomalia observada nesta região se deu em novembro com 2,1ºC no pico do atual evento de El Niño de 2023-2024. Por outro lado, a denominada região Niño 1+2, localizada perto dos litorais do Peru e do Equador, está com anomalia de +1,1ºC, em evento de El Niño costeiro que já dura 12 meses.

Temperatura do mar mudou. – Foto: Reprodução/Nasa/NDTemperatura do mar mudou. – Foto: Reprodução/Nasa/ND

O maior valor nesta região se deu no último mês de julho com anomalia de temperatura da superfície do mar de 3,5ºC.

O episódio atual do fenômeno chegaria ao fim possivelmente em abril ou mais tardar em maio, conforme a MetSul Meteorologia, quando o Pacífico ingressaria numa fase de neutralidade. No inverno e no segundo semestre, cresce a possibilidade de retorno do fenômeno La Niña.

Área circulada em vermelho aponta águas resfriadas por conta do La Niña – Foto: Inmet/Reprodução/NDÁrea circulada em vermelho aponta águas resfriadas por conta do La Niña – Foto: Inmet/Reprodução/ND

Projeções para os próximos meses

Segundo a última projeção da Universidade de Columbia, dos Estados Unidos, as probabilidades indicam a persistência do fenômeno nestes últimos dias do verão, uma transição para fase de neutralidade ao longo do outono e o retorno do fenômeno La Niña no final do outono ou durante o inverno.

As projeções de probabilidade da Columbia apontam no trimestre de março a maio 83% de El Niño, 17% de neutralidade e 0% de La Niña.

Para o trimestre abril a junho, 27% de probabilidade de El Niño, 72% de neutralidade e 1% de La Niña. Já no trimestre de maio a julho, 9% de El Niño, 71% de neutro e 20% de La Niña.

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