As vítimas do rompimento da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais, ocorrido em 2019, aprovaram a destinação de R$ 2,2 milhões para o Rio Grande do Sul, conforme a decisão anunciada nesta segunda-feira (13) pela Avabrum (Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos pelo Rompimento da Barragem da Mina Córrego do Feijão).
Indenização disponibilizada pelas vítimas de Brumadinho deve ser dividida entre o governo e associação – Foto: SeducRS/Divulgação/NDO valor é originário dos recursos pagos pela mineradora Vale para indenizar por dano moral coletivo gerado na tragédia na região.
O dinheiro será usado para ajudar as vítimas das inundações no Estado gaúcho, já foram 147 mortes nas cidades, conforme o boletim de enchentes, disponibilizado pela Defesa Civil, às 9h desta terça-feira (14).
SeguirConforme a associação das vítimas de Brumadinho, R$ 2 milhões devem ser repartidos entre o governo gaúcho e o Fundo de Reconstituição de Bens Lesados, sob gestão do MPRS (Ministério Público do Rio Grande do Sul).
Os restantes R$ 200 mil serão encaminhados para a AVSTM (Associação dos Familiares e Sobreviventes da Boate Kiss em Santa Maria).
A AVSTM também está trabalhando na arrecadação de fundos para auxiliar as vítimas dos desastres climáticos.
Dinheiro disponibilizado por vítimas de Brumadinho
Vítimas de Brumadinho disponibilizam R$ 2,2 milhões – Foto: Reprodução/NDO dinheiro é proveniente do fundo criado a partir de um acordo para indenizar os parentes dos trabalhadores mortos na tragédia. Cerca de 272 pessoas morreram em Brumadinho.
Conforme informações da Agência Brasil, o acordo feito em 2021, também definiu os valores individuais para os pais, cônjuges ou companheiros e filhos dos mortos.
A Vale precisou destinar R$ 400 milhões para o fundo. Para movimentar o dinheiro, é necessário o aval de um conselho gestor, composto por representantes da Avabrum, do MPT, TRT e da Defensoria Pública da União.
Vítimas de Brumadinho: cerca de 272 vidas foram ceifadas pela tragédia – Foto: Reprodução/NDA maioria do valor teve destinação para projetos de preservação da vida, em áreas da saúde ou segurança alimentar.
O dinheiro já foi empregado em hospitais, casas de saúde e instituições de pesquisa com a realização de reformas, financiamento de estudos, ampliação de leitos e aquisição de equipamentos, conforme apontado pela Defesa Civil.